A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta semana, em segunda e definitiva votação, o PIU (Projeto de Intervenção Urbana) Central. A proposta estabelece regras urbanísticas para fomentar investimentos na revitalização do centro de São Paulo, com foco em moradias de interesse social. Após quase nove horas de sessão e debate, o projeto de lei, de autoria do Executivo, recebeu 44 votos favoráveis e 7 contrários. A proposta segue agora para a sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Com a aprovação do projeto, a estimativa é que sejam arrecadados cerca de R$ 700 milhões em investimentos privados. Deste total, o PL define que 40% deverão ser obrigatoriamente destinados a moradias populares. A estimativa é que o projeto possa trazer mais 220 mil moradores para o centro nos próximos anos. O projeto de lei também traz incentivos fiscais para quem investir em regiões hoje degradadas, como nas proximidades da Cracolândia, e define investimentos em requalificação de vias, novas pontes, passarelas, ciclovias e parques.
Varíola dos macacos
O comitê técnico operacional, implementado pela Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, definiu medidas sanitárias para prevenção e controle do surto de varíola do macaco em estabelecimentos como restaurantes, supermercados, salões de beleza, academias, hotéis e motéis. O documento traz medidas gerais de prevenção e orientações sobre identificação, isolamento e rastreamento de contatos. A recomendação é que ações adotadas durante a pandemia de Covid-19, como higienização frequente de superfícies, disponibilização de álcool em gel 70% ou de pias com água e sabão para a lavagem das mãos, sejam reforçadas. Segundo a prefeitura, o comitê está em tratativas com a Secretaria Municipal da Educação e com o governo do estado para determinar os protocolos sanitários a serem seguidos pelas escolas.
O drama do SECOVI
O presidente-executivo do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Ely Wertheim, afirmou que a capital paulista vive um “drama” para a produção de imóveis em razão da falta de atualização do plano diretor. Ele disse que o mercado paulistano sofre com insegurança jurídica e falta de terrenos, o que tem culminado na elevação do preço dos imóveis. “Isso tem criado problemas para a produção no mercado”, disse Wertheim nesta quinta-feira (25), durante painel do Summit Abecip. “Há 20 anos, nem é muito tempo assim, em 20% a 25% do território da cidade era possível fazer um projeto imobiliário e a conta fechava. Hoje são apenas 3%”, disse, criticando as restrições para construções na capital paulista.
Gazeta na Rádio Trianon
De segunda à sexta-feira, das 8h00 as 11h00, pela Rádio Trianon AM 740 e Rádio Universal AM 810 (Santos), o repórter Bruno Hoffmann comenta as notícias que são destaques na Gazeta de S. Paulo e Diário do Litoral.
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