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Por Nely Rossany
Câmara Municipal de São Paulo, na região central da capital paulista
Câmara Municipal de São Paulo, na região central da capital paulista

Número de candidatos bate recorde em São Paulo

Pela primeira vez na história, a capital paulista terá cerca de 2 mil candidatos a vereador

Pela primeira vez na história, a capital paulista terá cerca de 2 mil candidatos a vereador. O número é o maior registrado pelo menos desde as eleições de 2008 e pode ser o maior da história, já que segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os números de 1994 a 2002 estão incompletos.

O recorde de postulantes a um cargo na Câmara Municipal representa um aumento de 51,8% em relação ao pleito de 2016, quando foram 1.315 inscritos no TSE. Se por um lado é bom para a democracia, porque quanto mais opções de voto maior a pluralidade e representatividade nos cargos, por outro, fica sempre a impressão de que um cargo eletivo tem um quê de passaporte para um ‘emprego’ estável e com boa remuneração.

Em São Paulo, cada vereador recebe um salário de R$ 18 mil (reduzido por conta da pandemia, antes eram R$ 24 mil). Sem contar os benefícios como verba de gabinete mensal no valor de R$ 25 mil, auxílio-saúde de até R$ 1.079,93, entre outros benefícios que, para ser equivalente no mercado de trabalho, é preciso que o candidato à vaga de emprego tenha muita qualificação profissional.

Sabemos que a qualificação não é uma das maiores características dos políticos eleitos no País. Nas últimas eleições, de 2016, um em cada 3 vereadores eleitos no Brasil não tinha o ensino médio completo.

A falta de escolaridade dos candidatos, no entanto, reflete a realidade da população brasileira, já que segundo a última pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2019, mais da metade das pessoas de 25 anos ou mais não completaram o ensino médio.

Um emprego com bom salário e estabilidade de 4 anos pode ser um dos interesses que fizeram a quantidade de candidatos inscritos ser recorde em 2020, porém é preciso citar que as campanhas, cada vez mais virtuais, se tornaram mais baratas e acessíveis.

Além disso quanto maior o número de candidatos que o partido lançar, maior a chance da sigla conseguir uma vaga na Câmara, já que está é a primeira vez das eleições sem coligação para vereador. Então somente os votos de cada partido servirão para calcular o coeficiente eleitoral que determina quantas cadeiras cada partido terá na Casa.

Com mais opções, o trabalho do eleitor será dobrado este ano. Ano com pandemia, desemprego e crise econômica é um prato cheio para o eleitor fazer a escolha do vereador como se escolhesse um bom funcionário para a sua empresa, afinal de contas, é na cidade onde se vive, trabalha e se tira o sustento.

 

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