Consumidores de SP já pagam conta de água mais cara em 2026

Governo alega que reajuste é menor do que o planejado antes da empresa ser privatizada

Falta d'água atinge cidades do litoral de SP durante alta temporada

Reajuste da tarifa da água cobra R$ 6,40/m³ | Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

A virada para 2026 implementou, a partir desta quinta-feira (1º/1), um reajuste nas contas de água da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), no Estado de São Paulo.

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A tarifa sofreu um aumento de 6,11%, encarecendo o valor de 1 m³, ou 1 mil litros, de R$ 6,01 para R$ 6,40.

Reajuste menor?

Apesar do aumento, o Governo de São Paulo alega que o reajuste equivale à correção da inflação nos últimos 16 meses.

Segundo o Governo do Estado, o novo valor é cerca de 15% abaixo do que seria aplicado caso a empresa tivesse permanecido estatal.

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A comparação leva em conta o valor projetado para 2026 no modelo anterior, considerando as regras que vigoravam antes da desestatização.

Com isso, o reajuste cobra R$ 6,40/m³, enquanto seriam cobrados R$ 7,36/m³ caso a empresa permanecesse estatal.

Ônibus

Não foi só a água que ficou mais cara para o paulista. A partir do dia 6 de janeiro, começa a valer o novo preço para a tarifa básica do sistema metroferroviário metropolitano, que inclui trens e metrô, em São Paulo.

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A passagem será reajustada de R$ 5,20 para R$ 5,40, conforme decisão do governo do estado.

Para os moradores da capital, no mesmo dia, fica mais caro também a tarifa de ônibus, com aumento de R$ 0,30. Passando de R$ 5 para R$ 5,30, valor, 6% maior.

O vereador Dheison Silva (PT) ajuizou, na terça-feira (30/12), uma ação civil pública para a anulação do aumento da tarifa de ônibus em São Paulo.