Capela na zona leste pode ser desapropriada pela Prefeitura de São Paulo

A Prefeitura de São Paulo, sob gestão de Bruno Covas (PSDB), pediu a reintegração de posse do local, que está dentro de um terreno público Por Folhapress De São Paulo

Há mais de 20 anos na rua Mateus de Siqueira, 395, no Patriarca, na zona leste de São Paulo, a Capela Santa Edwiges pode ter que ser fechada a partir desta quarta-feira (8).

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Isso porque a Prefeitura de São Paulo, sob gestão de Bruno Covas (PSDB), pediu a reintegração de posse do local, que está dentro de um terreno público.

Segundo documento ao qual a reportagem teve acesso, emitido em 20 de julho, a prefeitura pede de volta seu bem e afirma que a Associação Santa Edwiges do Jardim Triana, que cuida da capela, continua utilizando o espaço público com propósito religioso, o que é vetado pela Constituição Federal, segundo despacho assinado pelo procurador municipal André Zanetti Papaphilippakis.

Fiéis que frequentam a igreja dizem ter ouvido do padre da paróquia, na missa do último domingo (5), que o prazo para que a igreja desocupe o local vence nesta quarta.

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Uma das fiéis mais antigas descobriu sobre o despejo na missa do último domingo, a primeira a que compareceu após dois anos, por causa de uma doença que a impedia de sair.

“Fui de cadeira de rodas e me deparo com essa notícia triste. Essa capela representa a felicidade para mim, ela é tudo pra mim. Virou uma família. Todos os domingos alguém da capela vem me trazer a santa comunhão. É importante para a comunidade.”

A reportagem entrou em contato com a cúria diocesana de São Paulo, que pediu que se procurasse a Paróquia Nossa Senhora de Fátima, responsável pela igreja.

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Em nota enviada à reportagem, a prefeitura informa que não houve autorização para que a igreja fosse construída no local.

“O terreno é municipal, nunca houve permissão formalizada para a sua ocupação e, por lei, não é permitida a utilização do espaço para fins religiosos”, diz a gestão municipal, que afirma estar há 19 anos tentando recuperar a posse do imóvel.

“O município está em tratativa com os administradores do templo, com mediação da Justiça desde 1999, para definir os termos para a desocupação do imóvel.”