Operação apura fraudes em postos durante paralisação

Os agentes fiscais vistoriaram 84 postos em todo o estado -até o fim da manhã de sexta, 25 tinham sido lacrados e 6 milhões de litros de gasolina, diesel e etanol estavam sob investigação. Por Folhapress

A Secretaria da Fazenda de São Paulo deflagrou, na sexta-feira, a Operação Tanque Seco que apura indícios de sonegação e outras fraudes em postos de combustível durante a paralisação dos caminhoneiros, em maio.

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Os agentes fiscais vistoriaram 84 postos em todo o estado -até o fim da manhã de sexta, 25 tinham sido lacrados e 6 milhões de litros de gasolina, diesel e etanol estavam sob investigação. Ao analisar notas fiscais emitidas, a Fazenda identificou diferenças brutais entre o volume de combustível que entrava e o que era vendido. “Foi verificado, no fim de maio, que alguns postos ou não tiveram ou tiveram muito pouca aquisição de comOperação apura fraudes em postos durante paralisação bustível e grande diferença de entrada e saída.

Em um caso extremo, teve posto que não adquiriu nenhum combustível. Isso é um indício grande de fraude”, diz o inspetor fiscal Edgar Kishida, que coordenou parte da operação na Capital. O objetivo da operação desta sexta era coletar mais informações nos estabelecimentos.

Os que tinham indícios mais consistente de fraudes tiveram a inscrição estadual suspensa e, com isso, não podem mais comercializar. “A partir dessa coleta, vamos analisar o que pode ter acontecido. Num caso extremo, pode até ocorrer a cassação definitiva”, afirma Kishida.

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Segundo estimativas do estado, a perda da arrecadação prevista entre maio e junho foi da ordem de R$ 257 milhões, sob impacto da paralisação dos caminhoneiros. Esse valor, no entanto, inclui outros setores da economia, não só os diretamente influenciados pela mobilização.