Professora Lisete defende punição alternativa para pequeno traficante

Candidata do PSOL afirma que prisão é “maior escola de bandido” e promete cortar pela metade preços dos pedágios Da Reportagem De São Paulo

A professora Lisete Arelaro (PSOL) defendeu nesta terça-feira a liberdade de pequenos traficantes e prometeu cortar pela metade o preço dos pedágios em São Paulo. “25% dos nossos presos e presas estão há mais de dois anos sem nenhum julgamento. Isso é um absurdo. A maioria já com depoimento”, afirmou a candidata em entrevista ao SPTV, da “Rede Globo”.

Continua após a publicidade

A psolista que disputa o governo do Estado foi questionada sobre seu projeto de desencarceramento e afirmou que grande parte dos presos é de “pequenos traficantes de até 50 gramas de maconha”. “São pequenos meliantes. Você me desculpe, mas a prisão é a maior escola de bandido profissional”.

“Se fizermos uma força-tarefa com os promotores do Ministério Público, conseguiremos devolver essas pessoas com penas alternativas, o que é muito mais educativo do que manter amontoado em uma prisão”, acrescentou.

Outro assunto abordado foi o transporte público. Uma das propostas apresentadas envolve reduzir em 50% o preço dos pedágios das estradas paulistas. Arelaro citou o preço da tarifa paga por motoristas de carro no Sistema Anchieta-Imigrantes. “Hoje são R$ 26,30 para andar 45 quilômetros. O que eles (os turistas) fizeram lá que justifique pagar isso para um final de semana?”, expôs.

Continua após a publicidade

Questionada se iria quebrar o contrato com as concessionárias, ela afirmou que iria “apresentar a eles o projeto de reativação das ferrovias”, o que faria com que os preços dos pedágios fossem renegociados.

Ainda sobre mobilidade, a candidata afirmou que irá criar o Bilhete Único Estadual. “É um absurdo, porque você tem ônibus municipais e estaduais que não têm nada a ver um com o outro”, disse. Para isso, ela pretende negociar com prefeituras.

A psolista também disse que aumentará em 40% o salário dos professores. “É uma dívida histórica com os professores no Brasil, de ponta a ponta do país, e São Paulo precisa dar o exemplo”.

Continua após a publicidade

Segundo ela, os professores ganham “de 40% a 60% menos do que outras categorias com a mesma titulação”. “A juventude não se interessa mais em ser professor e professora. A segunda categoria será policial civil”.