Na TV, Alckmin usa nova CPMF e Chávez para atacar Bolsonaro e PT

Precisando recuperar terreno nas pesquisas, o tucano acusou Bolsonaro de querer taxar a população, sobretudo a mais pobre, com a criação de uma nova versão da CPMF Por Folhapress De São Paulo

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, estreou na noite desta quinta-feira (20) uma fase mais agressiva de sua campanha de TV, direcionada sobretudo a Jair Bolsonaro (PSL).

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Precisando recuperar terreno nas pesquisas, o tucano acusou Bolsonaro de querer taxar a população, sobretudo a mais pobre, com a criação de uma nova versão da CPMF, extinta em 2007.

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O plano do guru econômico do candidato, Paulo Guedes, de recriar um imposto sobre transações financeiras nos moldes do extinto imposto do cheque, foi revelado pela Folha de S.Paulo.

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“Bolsonaro já disse que quem vai comandar a economia do Brasil é um banqueiro milionário, Paulo Guedes. O banqueiro já disse o que pretende fazer: menos imposto para os ricos, mais imposto para os pobres”, afirma a propaganda.

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“Se Bolsonaro for eleito, prepare o seu bolso”, prossegue o filme da campanha tucana.

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Também houve referências ao risco de o Brasil passar por uma crise semelhante à da Venezuela.

Uma entrevista de Bolsonaro de 1998 elogiando a eleição de Hugo Chávez como presidente do país vizinho foi exibida no programa.

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Alckmin ainda direcionou ataques ao PT pela relação política próxima entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Chávez. Um vídeo de Lula dizendo que era “grande amigo de Chávez” foi exibido pelos tucanos.

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A nova atitude de Alckmin é provavelmente sua última cartada para tentar chegar ao segundo turno.

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A mudança de postura é decorrente de um ultimato dado a ele por aliados do centrão no início da semana. Alckmin tem 9% segundo o Datafolha, contra 28% de Bolsonaro e 16% de Haddad.