Bruno Covas revê bandeiras de Doria e aumenta investimento em zeladoria

As metas do plano de Covas subiram de 53 para 71. A estimativa de gasto com investimento passou de R$ 10,8 bilhões para ao menos R$ 12,8 bilhões Por Folhapress De São Paulo

O prefeito Bruno Covas (PSDB) anunciou nesta segunda-feira (8) revisão do plano de metas em que desidrata algumas bandeiras de João Doria (PSDB) para a prefeitura e aumenta investimentos em zeladoria. Há também novos objetivos, como diminuir em 80% o número de usuários de drogas nas ruas.

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A revisão do plano de metas é prevista na lei que criou o mecanismo. Nas gestões de Fernando Haddad (PT) e Gilberto Kassab (PSD), no entanto, não houve revisão.

As metas do plano de Covas subiram de 53 para 71. A estimativa de gasto com investimento passou de R$ 10,8 bilhões para ao menos R$ 12,8 bilhões.

Entre as metas estabelecidas por Covas, ao menos 20 terão o “escopo ajustado”. Isso pode se traduzir em cortes, como o que acontecerá na mobilidade urbana, por exemplo.

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Os 72 km de novos corredores de ônibus prometidos por Doria, por exemplo, viraram apenas 9 km. O projeto do chamado Rapidão, alardeado pelo antecessor de Covas, vai ficar no papel.

O plano de desestatização de Doria tinha 55 projetos e estimativa de render R$ 5 bilhões à cidade. Após a revisão, o plano estipula que a prefeitura implantará 10 projetos do programa municipal de desestatização.

Por outro lado, na área de zeladoria surgiu a meta de recuperar 50 pontes, viadutos, passarelas e túneis. A situação desses equipamentos da cidade, após um viaduto ceder na marginal Pinheiros, é uma das justificativas de Covas para a mudança nas metas.

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Entre as novidades está a promessa de diminuir em 80% o número de usuários de drogas nas ruas. Covas não dá pistas de como fará isso, mas anunciou uma entrevista à imprensa sobre o assunto para esta semana.

Também foi anunciada a criação de bônus para servidores. No caso do cumprimento das metas, eles poderão ganhar até 2,4 salários em um ano. Segundo o prefeito, já há R$ 200 milhões reservados para este fim.

“A grande evolução desse ajuste é que agora cada programa, cada meta, a gente estimou quanto vai custar para a prefeitura e já temos recurso para poder viabilizar essas metas”, disse Covas.

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Ele afirmou não haver problema na mudança das metas estipuladas após audiências públicas. “O problema seria retirar do plano de metas. Até porque o plano de metas não limita a atuação da prefeitura, que pode começar um programa que não está previsto no plano de metas”.