Dólar vai a R$ 4,18, nova máxima no ano

Este é o maior patamar desde 13 de setembro de 2018, quando o dólar foi a R$ 4,20, recorde de fechamento do Plano Real Por Folhapress De São Paulo

O dólar tem o quarto pregão de alta seguido nesta terça-feira (27). Por volta das 12h24, a moeda americana sobe 1%, a R$ 4,18. Este é o maior patamar desde 13 de setembro de 2018, quando o dólar foi a R$ 4,20, recorde de fechamento do Plano Real, antes das eleições presidenciais.

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A cotação da divisa opera descolada da Bolsa brasileira, que tem um dia de recuperação. O Ibovespa sobe 1%, a 97.482 pontos.

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Segundo Fabrizio Velloni, chefe da mesa de operações da Frente Corretor, a alta desta terça é uma continuidade do movimento de aversão a risco com a escalada da guerra comercial.

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Na sexta (23), China e Estados Unidos aumentaram tarifas de importação entre si. O presidente americano Donald Trump chegou, inclusive, a colocar o chefe chinês Xi Jinping ao pior inimigo dos Estados Unidos.

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Nesta segunda (26), os países mudaram de tom e afirmaram que vão voltar a negociar um acordo comercial.

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Mas, nesta terça, outro fator eleva a tensão global. O governo do Irã afirmou que não tem intenção de dialogar com os Estados Unidos sobre a questão nuclear a menos que todas as sanções impostas a Teerã sejam suspensas.

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O cenário de desaceleração global e tensões dos americanos com China e Irã leva a maior parte de moedas emergentes a se desvalorizarem.

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No Brasil, o real também sofre com a crise na Argentina e pressões domésticas. “Há a saída dos estrangeiros do país e o indiciamento do Rodrigo Maia”, aponta Velloni.

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Na segunda (26), a Polícia Federal atribuiu ao presidente da Câmara dos Deputados os crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica eleitoral (caixa dois) e lavagem de dinheiro ao concluir inquérito sobre supostos repasses da Odebrecht ao deputado e seu pai, o ex-prefeito do Rio de Janeiro e atual vereador César Maia (DEM).

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Rodrigo Maia é tido pelo mercado como fiador das reformas preteridas pelo governo Bolsonaro.

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Além disso, o dólar tem sido utilizado como proteção a grandes variações do mercado por investidores depois que o diferencial de juros entre o Brasil e o mundo caiu a mínimas recordes. Com isso, o custo de se manter comprado na divisa diminuiu.