Prefeitura de São Paulo assina novos contratos de ônibus, e greve chega ao fim

A prefeitura foi obrigada a diminuir a vigência após seguidas decisões na Justiça de que o prazo deveria ser definido em 15 anos, como previa uma lei municipal Por Folhapress De São Paulo

A Prefeitura de São Paulo anunciou na tarde desta sexta-feira (6) a assinatura de todos os contratos do sistema de ônibus de São Paulo. Os contratos preveem 15 anos de duração e não 20, como queria a gestão Bruno Covas (PSDB).

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A prefeitura foi obrigada a diminuir a vigência após seguidas decisões na Justiça de que o prazo deveria ser definido em 15 anos, como previa uma lei municipal. A licitação do sistema se arrastava desde 2013.

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A assinatura dos contratos se deu durante o segundo dia de paralisação de motoristas e cobradores de ônibus.

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Oficialmente, eles reclamavam diante do risco de demissões que os novos contratos devem trazer, já que preveem uma frota menor de veículos nas ruas.

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Eles reclamavam ainda do atraso no pagamento da cota de participação nos lucros. Nesse ponto, os manifestantes centravam críticas ao prefeito Bruno Covas e não às empresas de ônibus da cidade. Líder dos trabalhadores, o deputado federal Valdevan Noventa (PSC-SE) disse que a prefeitura falhou na negociação com as empresas.

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Já as empresas se defendem dizendo que os atrasos se devem à falta de garantias que o sistema de ônibus de São Paulo tem enquanto funciona apenas com contratos emergenciais.

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Assim que foram acertados os novos contratos com as empresas, a greve foi encerrada pelos motoristas e cobradores.

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Protesto foi reação à novo modelo de ônibus na cidade O alvo do protesto dos sindicalistas é a gestão Bruno Covas (PSDB), que anunciou que vai cortar linhas e reduzir a frota de ônibus, o que alimenta temor de demissões. A preocupação com relação a mudanças estruturais no setor fez com que a adesão ao protesto desta quinta fosse maior que a verificada em ocasiões anteriores recentes.

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A pressão dos trabalhadores ocorre enquanto a prefeitura tenta tirar do papel a licitação do novo sistema de ônibus da capital. O processo se arrasta desde 2013 e, no último mês, a gestão Covas sofreu uma derrota quando a Justiça decidiu que o prazo dos contratos, que chegaram a ser licitados, estava irregular. Na prática, São Paulo está desde 2013 sob contratos emergenciais.

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A discussão na Justiça é se os contratos devem ter 15 ou 20 anos. Uma lei municipal prevê 15 anos. Mas a Câmara Municipal, atendendo à pressão de empresários de ônibus, aumentou o prazo para 20 anos. A alteração foi feita pela emenda em um projeto de lei que versava sobre outro tema. Em primeira e segunda instância, a Justiça decidiu que a alteração era ilegal. A prefeitura tenta recorrer da decisão, mas já estuda fazer um simples recálculo do custo do contrato diante do novo prazo.

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Enquanto o caso corria, a prefeitura firmou um acordo com os donos de ônibus de São Paulo para que passassem a vigorar as regras dos contratos que já haviam sido licitados e que estavam travados na Justiça. O acordo só foi possível porque as antigas empresas do ramo são exatamente as mesmas que venceram os novos contratos na licitação.

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As novas regras dão conta de uma reorganização dos ônibus pela cidade, o que inclui o corte de linhas e frota de ônibus. A antiga frota da cidade tinha 13.600 veículos. Os novos contratos preveem 12.700. O sindicato dos motoristas e cobradores calcula que 450 ônibus já saíram de circulação.

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A prefeitura defende que um novo desenho de linhas na cidade é necessário para trazer mais eficiência e menor custo. O órgão diz ainda que, apesar do cortes de ônibus, aumentará a oferta de lugares disponíveis nos veículos.