Menino de 12 anos é morto após PM fazer ameaça: ‘Mãe, compra um caixão pequeno’

Garoto estava dentro de veículo roubado e, segundo o B.O., teria ameaçado os policiais com uma arma de fogo. Testemunhas desmentem a versão dos militares. Da Reportagem

*Com informações do portal O DIA e YAHOO NOTÍCIAS

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Miguel Gustavo Lucena, de 12 anos, foi morto a tiros dentro de um parque de diversões itinerante na cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo. Segundo a mãe do garoto, Andreia Gonçalves Pena, um policial militar teria feito ameaças ao seu filho cerca de duas semanas antes do crime. O caso segue em investigação.

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Andreia disse que Miguel era dependende químico há cerca de dois anos. Só neste ano ele teria se envolvido em três ocorrências por tráfico de drogas. A mãe diz, ainda, que ele foi internado em uma clínica de reabilitação e que teria largado o vício e a vida criminosa há alguns meses. Porém, recentemente, ele teve uma recaída e passou a vender balas no farol para, assim, sustentar o seu vício.

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A mãe lembra que dois policiais militares já haviam ameaçado Miguel de morte e que o último aviso teria sido dado cerca de duas semanas antes do assassinato. “O policial disse que se visse o meu filho na rua novamente, era para eu comprar um caixão pequeno, pois ele não voltaria mais”, lembra Andreia.

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A mãe do garoto foi avisada de que Miguel foi morto dentro de um parque de diversões itinerante que estava na cidade, após perseguição policial.

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Segundo informações do Boletim de Ocorrência, Miguel e outros três adolescentes estavam dentro de um carro roubado quando a perseguição teria iniciado. Eles só pararam quando invadiram o terreno do parque de diversões e colidiram contra um brinquedo. Em seguida a PM fez a abordagem, dando voz de prisão. Mas, segundo os próprios policiais, Miguel os teria ameaçado com uma arma de fogo pela janela do veículo.

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“As testemunhas disseram que o meu filho não estava armado e que levou o primeiro tiro assim que levantou os braços, para se render. Quando fui na delegacia perguntar o motivo do meu filho ter sido morto, o delegado disse que não adiantava mais nada, pois ele já estava sem vida. Agradeci o policial que fez a ameaça, em tom irônico, dizendo que eu estava indo comprar o caixão pequeno que ele pediu”, lembra.

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De acordo com o B.O. a vítima não reconheceu nenhum dos quatro adolescentes como sendo os responsáveis pelo roubo do seu carro. Miguel teria comprado o veículo em uma ‘boca de fumo’, no começo do mês.

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Andreia disse, ainda, que precisou mudar de endereço após o ocorrido, pois continuava a receber ameaças de morte do mesmo policial que ela acusa ter matado o seu filho. 

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A corregedoria da PM do Estado de São Paulo começou a apurar o caso na semana passada, e as investigações estão em andamento.