Amazônia pode deixar de existir, revela Nasa; entenda

Metodologia do estudo permitiu uma análise local

Amazônia pode deixar de existir, revela Nasa

Amazônia pode deixar de existir, revela Nasa | Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A NASA fez um estudo de como estariam seis variáveis climáticas nas regiões do mundo, se (ou quando) o planeta atingir uma temperatura média de 2°C acima dos níveis pré-industriais. O resultado trouxe notícias preocupantes para a Amazônia. Conheça as variáveis.

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  • Temperatura do ar
  • Precipitação
  • Umidade relativa
  • Radiação solar de ondas curtas e longas
  • Velocidade do vento

Segundo levantamento, a Terra deve atingir a temperatura média citada entre 2041 e 2044, caso as emissões sejam enfraquecidas e intensificadas, respectivamente. Em comparação, o planeta está atualmente a 1,15 °C acima das temperaturas do século XIX, considerando que o aquecimento se iniciou após 1975.

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Amazônia 

A região amazônica apresentou temperaturas mais altas, menos chuvas, secas severas, mais ventos e maior incidência de incêndio. Como resultado, a região pode ser, segundo o estudo, a área com maior redução da umidade relativa.

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Além disso, a Amazônia “poderia experimentar uma das mudanças climáticas mais significativas do planeta”, acrescenta o pesquisador do Centro de Pesquisa Ames da NASA, Taejin Park. Tal estipulação, desencadearia uma transição rápida da floresta para uma savana degradada.

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Região já vivenciou aumentos extremos

Outra novidade foi descoberta em um estudo do Inpe, para o Plano Nacional de Adaptação às Mudanças Climáticas. Segundo os pesquisadores, certas áreas da Floresta Amazônica já registraram aumentos extremos de temperatura em comparação com a década de 60, um total de 3°C. Veja as áreas.

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  • Porção noroeste da floresta, em Roraima e nos Amazonas
  • Interior do Pará
  • Semiárido da Bahia
  • Pantanal de Mato Grosso do Sul

“As regiões mais ao norte do Brasil revelam mais intensamente o sinal das mudanças climáticas. Períodos de grande seca em ambientes úmidos contribuem para o aumento das temperaturas, como no noroeste da Amazônia, que tem baixa taxa de desmatamento”, disse o coordenador do estudo no Inpe, Lincoln Alves, à Mongabay.

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“Fatores como desmatamento, degradação e urbanização amplificam o aumento das temperaturas em escala local. O aquecimento regional, por sua vez, aumenta potencialmente os efeitos das mudanças climáticas”.

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“O fato de as temperaturas máximas terem ultrapassado os limites [seguros] estabelecidos pelo IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas] é muito grave devido aos impactos nos recursos hídricos, na saúde humana e na agricultura, entre outros.”, completou Lincoln.

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Amazônia incendiária

Além dos problemas apresentados, a região amazônica sofre influência do fenômeno natural El Niño, que aquece as águas do Oceano Pacífico e do Atlântico Tropical Norte e impede a precipitação de chuvas no norte e nordeste brasileiro. O resultado é uma Amazônia mais seca, ou seja, mais suscetível ao fogo, às queimadas.

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Pesquisa

O estudo, feito por cientista da NASA Earth eXchange (NEX) a partir de projeções dos principais modelos climáticos do mundo, permitiu analisar os impactos climáticos em áreas de 25 quilômetros quadrados, sendo que os modelos atuais estudam áreas de 200 km².

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Além disso, a análise teve foco em dois indicadores climáticos considerados como cruciais. Confira.

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  • Estresse térmico: combinação de temperatura e umidade corporal que podem resultar na morte ou incapacidade permanente
  • Clima de incêndio: condições favoráveis às queimadas e incêndios

*Texto sob supervisão de Diogo Mesquita