Anvisa ordena recolhimento de um dos medicamentos mais vendidos no Brasil

Ação foi realizada após um comunicado de recolhimento voluntário da própria fabricante

Medicamento, muito utilizado para tratar problemas gastrointestinais, foi vendido em embalagem de remédio para pressão alta (iliustração)

Medicamento, muito utilizado para tratar problemas gastrointestinais, foi vendido em embalagem de remédio para pressão alta (iliustração) | Azerbaijan_stockers/Freepik

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ordenou, na última quarta-feira (7/1) o recolhimento do lote OA3169 do Pantoprazol Sódico Sesqui-Hidratado 40mg. O medicamento, muito utilizado para tratar problemas gastrointestinais, foi vendido em embalagem de remédio para pressão alta, a Hidroclorotiazida 25mg.

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Segundo a agência, a ação foi realizada após um comunicado de recolhimento voluntário da própria fabricante, a MedQuímica Indústria Farmacêutica. 

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“O produto disponível no mercado não oferece risco imediato à saúde do paciente”, afirmou a MedQuímica.

A empresa divulgou que a caixa do pantoprazol foi trocada pela embalagem da hidroclorotiazida 25 mg, medicamento indicado para o tratamento da hipertensão arterial.

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A Anvisa reforçou que somente o lote OA3169 foi atingido pelo ocorrido, portanto, todos os outros lotes estão liberadas para comércio e uso.

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Segundo o CFF (Conselho Federal de Farmácia), a Hidroclorotiazida foi o terceiro medicamento genérico mais vendido no Brasil no último ano, com mais de 26 milhões de caixas comercializadas até abril de 2025.

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Outros lotes e medicamentos irregulares

Na mesma ação, a Anvisa determinou também a apreensão e a proibição de lotes considerados falsificados de medicamentos de alto custo:

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  • Imbruvica: os lotes NIS7G01, NJS7J00 e PJS0B00 devem ser apreendidos. A fabricante afirmou que não produziu esses lotes e que o registro do medicamento em cápsulas foi cancelado;
  • Mounjaro: o lote D838878 não foi fabricado pela empresa detentora do registro no Brasil, a Eli Lilly do Brasil, e teve apreensão e proibição determinadas;
  • Voranigo: o lote FM13L62 teve origem desconhecida pelo laboratório responsável, o que levou à proibição de armazenamento, comercialização, importação, divulgação e uso.

A Anvisa orientou, em nota, que os consumidores verifiquem o número do lote na embalagem e não utilizem os medicamentos atingidos pelas medidas. Quem possuir algum destes produtos deve buscar o serviço de atendimento ao consumidor da empresa fabricante ou a farmácia em que a compra foi realizada para novas orientações.

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No âmbito alimentício, a Anvisa determinou a proibição da comercialização de alguns lotes de fórmulas infantis de algumas marcas da Nestlé Brasil, são elas: Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino.

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O órgão informou que a decisão foi motivada pelo risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus.