Demolição do Caveirão em SP: veja o que vai ser feito no terreno do prédio

Área ocupada por edifício inacabado há décadas na região central tem uso restrito por lei de zoneamento e projeto deve priorizar habitação social

Início da Demolição do Edifício 'Caveirão' no Centro Histórico

Início da Demolição do Edifício 'Caveirão' no Centro Histórico | Prefeitura de SP/Lucas Fonseca

O terreno onde está o edifício conhecido como “Caveirão”, no centro de São Paulo, deverá ser destinado à construção de moradia popular após a demolição do prédio, iniciada nesta semana.

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A área é classificada como Zona Especial de Interesse Social (ZEIS-3), o que obriga o uso para habitação voltada à população de baixa renda.

Apesar da destinação definida por lei urbanística, a Prefeitura de São Paulo ainda não decidiu se irá desapropriar o imóvel nem qual modelo de projeto será adotado no local.

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Terreno só pode ter habitação popular

De acordo com a legislação de zoneamento, áreas classificadas como ZEIS têm uso prioritário para moradia social.

No caso do terreno do “Caveirão”, isso significa que:

  • O espaço deve ser usado para habitação popular;
  • O projeto pode ser executado pelo poder público ou pelo proprietário;
  • O uso comercial ou de alto padrão não é permitido.

A regra busca ampliar a oferta de moradia no centro da cidade, onde há déficit habitacional e grande número de imóveis subutilizados.

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Prefeitura ainda não definiu projeto

Apesar da destinação obrigatória, o futuro do terreno ainda não está totalmente definido.

Segundo a administração municipal, ainda não há decisão sobre:

  • Desapropriação do imóvel;
  • Tipo de empreendimento habitacional;
  • Prazo para início das obras.

Demolição do ‘Caveirão’

A Prefeitura de São Paulo iniciou nesta quarta-feira (29/4) a demolição manual do edifício conhecido como “Caveirão”, localizado na Rua do Carmo, no centro da capital.

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Segundo a gestão municipal, a intervenção é considerada estratégica dentro das ações de requalificação do centro histórico, com o objetivo de eliminar um dos mais antigos “esqueletos” urbanos da cidade.

O imóvel, de propriedade privada, tem 25 andares e um subsolo, teve a construção iniciada em 1964 e permaneceu abandonado por décadas, acumulando riscos estruturais e registros de ocupações irregulares.