Bolsonaro defende privatizações e teto de gastos

Posicionamento ocorreu após demissões de auxiliares do ministro da Economia; Bolsonaro disse que o ‘Estado está inchado’

O pronunciamento de Bolsonaro ocorreu após a confirmação das demissões do secretário especial de Desestatização, Salim Matar, e do secretário de Desburocratização, Gestão e Gover

O pronunciamento de Bolsonaro ocorreu após a confirmação das demissões do secretário especial de Desestatização, Salim Matar, e do secretário de Desburocratização, Gestão e Gover | Wilson Dias/Agência Brasil

Após crítica do ministro da Economia, Paulo Guedes, e das demissões de dois secretários, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu a privatização de empresas públicas e o teto de gastos.

“O Estado está inchado e deve se desfazer de suas empresas deficitárias, bem como daquelas que podem ser melhor administradas pela iniciativa privada. Privatizar está longe de ser, simplesmente, pegar uma estatal e colocá-la numa prateleira para aquele que der mais ‘levá-la para casa’. Para agravar o STF decidiu, em 2019, que as privatizações das empresas ‘mães’ devem passar pelo crivo do Congresso”, escreveu o presidente em uma rede social. O texto refere-se ao julgamento do Supremo que barrou a venda de estatais sem anuência do Parlamento.

O pronunciamento de Bolsonaro ocorreu após a confirmação das demissões do secretário especial de Desestatização, Salim Matar, e do secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel. Eles deixaram os cargos por insatisfação com o ritmo das privatizações de estatais e a falta de andamento da reforma administrativa.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, se opôs à mudança de gastos. Na publicação, Bolsonaro rebateu e disse que “nosso norte continua sendo a responsabilidade fiscal e o teto de gastos”. “Num orçamento cada vez mais curto é normal os ministros buscarem recursos para obras essenciais”, completou o presidente.

Ainda na publicação, Bolsonaro falou sobre as demissões dos secretários. “Em todo o governo, pelo elevado nível de competência de seus quadros, é normal a saída de alguns para algo que melhor atenda suas justas ambições pessoais. Todos os que nos deixam, voluntariamente, vão para uma outra atividade muito melhor”, escreveu.

“O presidente e seus ministros continuam unidos e cônscios da responsabilidade de conduzir a economia e os destinos do Brasil com responsabilidade”, finalizou Bolsonaro.