Cachorro ferido em acidente aéreo em Ubatuba tem exames revelados

Branquelo está em tratamento desde o acidente no litoral norte de São Paulo

A veterinária Alice Soares cuidou voluntariamente de Branquelo

A veterinária Alice Soares cuidou voluntariamente de Branquelo | Divulgação

O cachorrinho Branquelo, que se feriu na queda de avião em Ubatuba, no litoral de São Paulo, teve exames revelados nesta semana. O estado de saúde dele é considerado bom.

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Segundo a veterinária Alice Soares, que trata Branquelo voluntariamente, o exame 4DX não detectou nenhuma doença.

Na ultrassonografia abdominal, porém, deu uma alteração no baço que poderia sugerir a doença do carrapato. A enfermidade é uma infecção causada por parasitas que atacam o sangue do animal. 

Com isso, a veterinária pediu um teste mais específico, chamado PCR. “Felizmente, deu negativo para a doença”, afirmou Alice. A doença do carrapato pode ser fatal se não for tratada adequadamente.

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Ela fez um teste para uma outra doença chamada leishmaniose. “Mesmo na cidade não tendo muitos casos, veterinários de outros estados começaram a apontar que poderia ser leishmaniose. Já tínhamos feito o exame, que demora cerca de 15 dias para sair. O resultado também deu negativo”, contou.

Já a visão direita está totalmente recuperada, enquanto a esquerda segue em tratamento. Ambas as visões sofreram queimaduras sérias na queda do avião.

O que aconteceu

Branquelo foi encontrado ao correr perto do local do acidente aéreo em Ubatuba, em 9 de fevereiro, que deixou uma pessoa morta e cinco feridas.

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O vira-lata estava desorientado e com queimaduras nos olhos, no focinho e na ponta das orelhas. Foi levado no dia seguinte à clínica veterinária de Alice.

Os tutores, que trabalham em um parque de diversões próximo ao local do acidente, não tinham condições de custear o tratamento dele.

A médica veterinária decidiu oferecer seus serviços gratuitamente e iniciou uma campanha de arrecadação online para cobrir os custos de exames, medicamentos e alimentação.

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O número de doações superou as expectativas. “Tomou uma proporção que não imaginávamos. Chegamos a mais de R$ 6 mil arrecadados em apenas 36 horas”, contou à Gazeta uma semana depois do acidente.

Uma pessoa fez uma doação de R$ 1 mil. A veterinária sugeriu devolver o dinheiro, já que a meta havia sido ultrapassada, mas a doadora pediu para o valor ser utilizado em tratamentos de outros animais.

Ela encerrou a campanha logo depois.