Transportadores autônomos de cargas que atuam no Porto de Santos iniciaram uma greve de 24 horas nesta quarta-feira (25/3). A medida está em vigor desde as 8h e reúne cerca de 5 mil participantes no Pátio Regulador de Cubatão.
A iniciativa foi convocada pelo Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas a Granel de Santos, Guarujá e Cubatão (Sindicargas/Sindigran).
O protesto tem como foco a cobrança pelo uso dos pátios reguladores, exigida como condição para acesso às atividades portuárias. Atualmente, os caminhoneiros devem pagar cerca de R$ 100, incluindo uma taxa de permanência por hora extra.
Além disso, a categoria contesta o modelo e afirma que a cobrança impacta diretamente na renda dos trabalhadores. O sindicato pontua que o valor cobrado pode chegar a aproximadamente R$ 800 em um período de 24 horas, comprometendo a viabilidade de viagens.
O Sindgran afirma que a responsabilidade pelo pagamento deveria recair sobre os terminais portuários, e não sobre os trabalhadores.
Entenda como funcionam os pátios
Os pátios reguladores operam como áreas de controle de fluxo de caminhões em regiões próximas de portos e centros logísticos. O objetivo é evitar congestionamentos nas rodovias de acesso e filas em áreas urbanas.
Os veículos precisam aguardar nesses locais até a liberação para entrada nos terminais, seguindo a programação das operações.
Por causa disso, o sindicato informou que a paralisação não terá bloqueios de vias e será contida de forma organizada dentro do pátio de Cubatão. O foco é pressionar por mudanças sem comprometer todo o tráfego na região.
Apesar disso, a concentração de caminhões no local pode afetar diretamente a dinâmica das operações no Porto de Santos no decorrer do dia.
Greve dos caminhoneiros em SP
A ameaça de uma greve na capital paulista em 2026 voltou ao centro do debate, principalmente por causa da disparada do preço do diesel no Brasil.
A Petrobras anunciou neste mês um reajuste de 11,6% nas refinarias, elevando o combustível em R$ 0,38 por litro. Agora, o diesel acumula quase 20% de aumento em poucas semanas, levando em consideração altas anteriores.
O frete não acompanhou esse ritmo. Para muitos caminhoneiros, rodar significa rodar no prejuízo e a paciência chegou ao limite.
