A trágica e repentina morte do jovem fisiculturista Gabriel Ganley, de apenas 22 anos, pegou o público de surpresa e acendeu um sinal de alerta importante.
Conhecido carinhosamente como “bebêzinho” por seus mais de 1,5 milhão de seguidores, o atleta era um símbolo de rotina saudável e dedicação aos treinos intensos.
No entanto, o laudo de seu falecimento trouxe à tona uma condição cardíaca grave que costuma agir de forma completamente silenciosa no organismo.
O triste cenário da despedida do atleta na Mooca
Gabriel foi encontrado sem vida em seu apartamento na Mooca, zona leste de São Paulo, após amigos e familiares estranharem o seu sumiço de dois dias.
Um colega de trabalho foi até o local, notou as luzes acesas e, com a ajuda da equipe do condomínio, entrou no imóvel onde encontrou o jovem caído na cozinha.
O caso foi registrado como morte suspeita e a perícia recolheu supostos anabolizantes no local, que ainda vão passar por análises laboratoriais detalhadas.
O atleta estava no auge da preparação física para disputar o renomado campeonato Musclecontest Brasil, que acontece no próximo mês de julho.
O que é a cardiomiopatia hipertrófica?
De acordo com o Instituto Médico Legal (IML), o atestado de óbito de Gabriel confirmou que a causa da morte foi a cardiomiopatia hipertrófica.
Essa condição faz com que o miocárdio, que é o músculo do coração, aumente de tamanho de forma anormal e fique muito mais espesso do que o recomendado.
Geralmente, esse engrossamento ataca o septo, a parede que divide as cavidades internas do órgão, fazendo com que ele triplique de volume.
Com a musculatura muito grossa, o coração perde a flexibilidade e encontra extrema dificuldade para bombear o sangue corretamente para o resto do corpo.
