Carteiro é acusado de esfaquear PM durante briga

Um policial militar de folga, de 45 anos de idade, foi esfaqueado na região do coração durante um desentendimento com um carteiro por causa de um churrasco, por volta das 19h de sábado (31), em Itaquaquecetuba. O acusado, de 55 anos, foi preso em flagrante por tentativa de homicídio. À polícia, ele alegou que agiu em legítima defesa.

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A vítima foi encaminhada em estado grave ao hospital Santa Marcelina, na região do Itaim Paulista (zona leste da capital paulista). A família não autorizou que o estado de saúde dele fosse atualizado à
imprensa.

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Segundo relatado pela namorada do cabo da PM à polícia, o carteiro é vizinho dela. A mulher, de 33 anos, que trabalha como auxiliar administrativa, disse que no momento em que o acusado chegava em casa, ocorria um churrasco na residência dela.

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O carteiro, segundo a auxiliar, teria afirmado em voz alta que no churrasco “só havia nóias [viciados] fazendo bagunça” e chegou a ofender a mulher, ainda segundo depoimento dela.

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Por conta disso, o cabo da PM foi conversar com o carteiro, momento em que o acusado teria sacado uma faca. O policial tentou desarmar o suspeito, que conseguiu ferir a vítima na região do coração.

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Em seguida, o policial foi levado de carro em estado grave pela namorada ao hospital Santa Marcelina.

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A mulher do carteiro, uma dona de casa de 60 anos, confirmou em depoimento que o marido discutiu com os vizinhos por causa do churrasco. Ela acrescentou que o companheiro chegou em casa “muito alterado e aparentemente embriagado”, antes da tentativa de homicídio.

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Ainda de acordo com a mulher, o carteiro abriu uma gaveta, onde o único objeto guardado era uma faca. Por causa disso, ela trancou o portão da residência. Porém, sem saber explicar, ouviu os gritos e soube instantes depois que o marido teria esfaqueado o policial de folga.

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Quando a Polícia Militar chegou ao local por causa do crime, a faca usada pelo carteiro estava em uma mesa sem sangue.

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O acusado alegou em depoimento que agiu em legítima defesa, pois ao menos quatro pessoas o teriam agredido. O caso é investigado.
(FP)