7 coisas que só quem cresceu nos anos 90 lembra da Casas Bahia, a gigante do varejo que enfrenta crise financeira

Grupo Casas Bahia atravessa uma fase de reestruturação com recuperação judicial e fechamento de centenas de lojas físicas pelo País

Casas Bahia (Foto_ Carina Caracol_Wikimedia Commons)

Apesar do momento difícil da rede, a nostalgia dos anos 90 desperta lembranças marcantes do varejo e da cultura pop brasileira (Foto_ Carina Caracol_Wikimedia Commons)

A Casas Bahia marcou milhões de brasileiros nos anos 1990. Muito antes das compras pela internet, a rede era conhecida pelo crediário, pelas lojas cheias e por campanhas publicitárias na televisão que entravam na memória do consumidor.

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Hoje a situação é bem diferente. O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial para renegociar uma dívida de R$ 17,3 bilhões. O balanço do segundo trimestre também registrou prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões. A empresa ainda anunciou o fechamento de 298 lojas, cerca de 28,7% das unidades físicas da rede no País.

A situação mudou, mas as lembranças daquele período continuam. Confira seis coisas que ajudam a relembrar como era entrar em uma Casas Bahia nos anos 90.

1. Carnê amarelinho

Antes de o cartão de crédito dominar as compras parceladas, o carnê era uma das principais formas de levar um eletrodoméstico ou móvel para casa. O famoso carnê amarelinho virou uma marca da Casas Bahia.

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O sistema funcionava com crediário próprio. O cliente escolhia o produto, passava por uma análise de cadastro e podia sair da loja com a compra parcelada.

2. Fila no caixa para pagar a prestação

Pagar a parcela presencialmente fazia parte da rotina. Era comum acompanhar os pais até a loja, enfrentar uma fila e entregar o carnê para quitar a prestação do mês.

Dentro das unidades, o movimento também chamava atenção. Inúmeros vendedores de terno e crachá circulavam pelo salão, enquanto os clientes procuravam móveis, eletrodomésticos e eletrônicos.

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3. Eternização na música de Mamonas Assassinas

Em 1995, a Casas Bahia inspirou uma música icônica dos Mamonas Assassinas. Em “Chopis Centis”, a banda cantava: “Quanta gente, quanta alegria, a minha felicidade é um crediário nas Casas Bahia”.

O verso transformou uma situação cotidiana em referência da cultura popular brasileira. A própria marca aproveitou a associação anos depois em campanhas publicitárias.

4. Propagandas icônicas

Poucos sabem, mas o fundador da empresa, Samuel Klein, inicialmente não via necessidade de investir em publicidade.

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Depois de ser convencido por um funcionário, a empresa passou a destinar 3% do faturamento para campanhas.

A estratégia mudou a presença da marca na televisão. Ofertas de geladeiras, sofás e outros produtos apareciam nos intervalos com anúncios de ritmo acelerado e preços parcelados. Com isso, o slogan “Dedicação total a você” marcou toda uma geração.

5. O auge do mascote “Baianinho”

O investimento em publicidade também ajudou a popularizar o Baianinho. O personagem em desenho 2D apareceu em cartilhas e carnês e virou uma das imagens mais lembradas da marca.

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Em 2020, a empresa apresentou o personagem virtual CB, uma versão adolescente e modernizada do Baianinho, mas o público não aprovou.

Em maio de 2026, a Casas Bahia trouxe o mascote clássico de volta e apostou novamente na memória de quem conheceu a marca décadas atrás.

6. Lojas físicas nos anos 90

As lojas tinham uma aparência impossível de confundir. Aparelhos de som 3-em-1 tocavam músicas da época em volume alto, enquanto televisões de tubo ficavam empilhadas e ligadas nas paredes.

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Esse modelo de loja fazia parte da experiência de compra. O consumidor podia entrar, comparar produtos, negociar o pagamento e sair com a mercadoria.

Hoje, com o fechamento de quase 300 unidades, essa paisagem ficou cada vez menos comum nas ruas brasileiras.