A corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, em Caldas Novas, no sul de Goiás.
Ela trabalhava administrando apartamento de uma família em um condomínio localizado no bairro Thermal, onde foi vista pela última vez, após descer para o térreo para checar problemas com a luz no apartamento.
Mais de um mês após o desaparecimento, a Polícia Civil prendeu o síndico do condomínio, Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos.
Durante depoimento, ele confessou o homicídio e levou os investigadores até o local onde abandonou o corpo da vítima. A informação foi apurada pela TV Anhanguera.
O corpo de Daiane foi encontrado em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, às margens da rodovia GO-213, que liga o município a Ipameri e Pires do Rio.
O Corpo de Bombeiros participou da retirada dos restos mortais, localizados em uma área de barranco.
Segundo o delegado Pedromar Augusto de Souza, responsável pela investigação, além de Cleber, o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso, suspeito de participação no crime.
O porteiro do prédio onde Daiane trabalhava foi conduzido coercitivamente para prestar esclarecimentos.
Em depoimento, Cleber afirmou que agiu sozinho e que o crime ocorreu após uma discussão no dia do desaparecimento. Ele disse que colocou o corpo da vítima na carroceria de sua picape e deixou o condomínio ainda naquela noite.
A Polícia Civil informou que imagens de câmeras de segurança mostram o síndico saindo do prédio por volta das 20h do dia 17.
As imagens contradizem o primeiro depoimento de Cleber, no qual ele havia negado ter saído do local naquela noite.
Histórico de conflitos
De acordo com o Ministério Público de Goiás (MPGO), Cleber e Daiane mantinham uma relação marcada por conflitos desde novembro de 2024.
O primeiro episódio registrado teria ocorrido após Daiane alugar um apartamento pertencente à mãe do síndico para duas famílias de turistas.
Ao todo, nove pessoas se hospedaram no imóvel, número acima do permitido pelas regras do condomínio.
Daiane era responsável por cuidar dos apartamentos da família, que eram alugados por temporada. Os imóveis ficam no mesmo condomínio onde ela trabalhava.
Ainda segundo o MPGO, entre fevereiro e novembro de 2025, Cleber teria ameaçado a integridade física e psicológica da corretora.
A denúncia aponta práticas como monitoramento constante e interferências em suas atividades profissionais e pessoais, afetando a liberdade e a privacidade da vítima.
A investigação segue em andamento para esclarecer a participação de outras pessoas no crime e confirmar as circunstâncias do homicídio.
