Caso de delegado e modelo morta no ABC é investigado como tentativa de assassinato e suicídio

Versão foi apresentada pelo delegado Paulo Bilynskyj; polícia apura se a modelo Priscila Barrios atirou no delegado e se matou depois

Delegado Paulo Bilynskyj, de 33 anos, e a modelo Priscila Delgado de Barros, de 27 anos

Delegado Paulo Bilynskyj, de 33 anos, e a modelo Priscila Delgado de Barros, de 27 anos | Reprodução/Instagram

O caso do delegado civil ferido a tiros e da modelo morta será investigado como tentativa de assassinato e suicídio pela Polícia Civil. De acordo com o boletim de ocorrência (BO) realizado no 1º Distrito Policial (DP) de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, a linha da investigação é a de que Priscila Barrios, de 27 anos, atirou em Paulo Bilynskyj, de 33, e depois se matou.

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O crime ocorreu na quarta-feira (20), dentro do apartamento do delegado no ABC paulista.

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Paulo estava internado no Hospital Mário Covas, em Santo André, até esta quinta-feira (21). De acordo com policiais, o estado de saúde do delegado era estável.

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O caso será apurado pela Corregedoria da Polícia Civil, para descobrir se o delegado cometeu alguma irregularidade funcional.

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Em vídeo circulando nas redes sociais, Bilynslyj aparece em uma maca de hospital afirmando que a modelo era sua namorada. O delegado conta também que, após ver uma mensagem no celular dele, Priscila deu seis tiros quando ele saía do banho e que se suicidou em seguida.

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Em nota enviada ao “G1”, portal de notícias da Rede Globo, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a apuração do caso como tentativa de assassinato e suicídio ainda não foi concluída.

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“O caso é investigado como tentativa de homicídio e suicídio pelo 1º DP de São Bernardo do Campo e a Corregedoria Auxiliar do Demacro também acompanha as apurações. Diligências estão em andamento e as equipes analisam imagens e realizam a oitiva de testemunhas. Todas as circunstâncias são apuradas. A Polícia Civil esclarece que a natureza da ocorrência é tipificada com as informações colhidas no momento do registro e pode ser alterada no decorrer das investigações, sem prejuízos às apurações”, informa a nota da pasta.

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No BO, o delegado aparece como vítima de tentativa de assassinato e Priscila como autora do crime e vítima do suicídio.

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VIZINHO.

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No boletim de ocorrência, um vizinho do delegado contou que foi acordado com barulho de disparos vindo do apartamento de Paulo. O vizinho relatou também que escutou o delegado dizendo “não! não!”.

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Ao ser questionado por investigadores, o vizinho revelou que não saberia contar sobre o relacionamento do delegado com a modelo, pois “nunca viu Priscila” antes.

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POLICIAIS.

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De acordo com três agentes da Polícia Militar (PM) que encontraram Paulo caído no elevador, o delegado estava consciente e falando que sua namorada tentou matá-lo dentro do apartamento.

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Ainda de acordo com os agentes, eles precisaram arrombar uma porta da área de serviço para entrar no apartamento. Na área, encontraram Priscila “inconsciente”, mas com “sinais vitais”.

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Inicialmente, Paulo e Priscila foram levados ao Hospital Green Line, em São Bernardo. A modelo não resistiu aos ferimentos e morreu.

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Havia sangue no banheiro, no piso e em algumas paredes do apartamento, segundo os policiais.

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De acordo com o boletim de ocorrência, seis armas e munições foram encontradas no apartamento. Marcas de tiro estavam na parede e projétil no chão.

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Celulares, computadores, imagens das câmeras do prédio, armas e munições foram apreendidas. Segundo o registro da polícia, vestígios de pólvora foram encontrados na mão da modelo.

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Um material genético no gatilho da pistola Glock 9 mm foi coletado e a polícia investiga se a modelo a usou.