Ao menos dez cidades da região metropolitana de São Paulo, que inclui a Capital, não têm a previsão de reajustar as tarifas dos ônibus municipais. A notícia chega em boa hora, já que nos últimos dias os brasileiros foram surpreendidos com os altos valores do diesel e também dos alimentos que compõem a cesta básica.
O município de Taboão da Serra, na região sudoeste da Grande São Paulo, foi um dos primeiros a divulgar que não haverá reajuste nas tarifas dos ônibus circulares. A medida foi tomada por conta da pandemia do novo coronavírus. O valor da passagem será mantido em R$ 4,30.
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Os idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência continuam isentos da cobrança em Taboão. Ainda na região, as cidades de Embu das Artes e Itapecerica também não pretendem alterar os valores das tarifas.
Para justificar o congelamento da passagem em Taboão da Serra, o prefeito Aprígio (Podemos) citou que a população está sofrendo com os efeitos econômicos da pandemia, como redução de salários e desemprego. “Manter a tarifa é não penalizar o munícipe, que já está com dificuldades. A Secretaria de Transportes está tratando diretamente com o prestador do serviço, para dar um fôlego maior à população”, explicou.
Os moradores de Guarulhos e Osasco também não precisarão se preocupar com aumento de tarifa. Em Guarulhos, a Administração informou à Gazeta “que o valor permanece R$ 4,45 para quem utiliza o bilhete único e R$ 4,70 para quem paga em dinheiro”. O último reajuste na cidade foi no ano de 2019.
Já em Osasco, o último reajuste também foi ano de 2019 e a prefeitura não tem previsão de aumento. A passagem municipal seguirá R$ 4,50. A cidade conta com 46 linhas municipais e cerca de 172 mil pessoas utilizam o transporte público.
Em Carapicuíba, cidade com cerca de 403 mil moradores, o valor da tarifa seguirá congelado em R$ 4,50. Cerca de 40 mil passageiros utilizam o transporte público.
A região do ABC Paulista, que reúne as cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra também não pretende reajuste o transporte. De acordo com o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC “a pauta não deve entrar em discussão neste ano”.
Cajamar, uma das principais cidades da região norte da Grande São Paulo seguirá com a tarifa em R$ 4,60.
