O desabamento de imóveis no entorno do estádio do Maracanã, na Zona Norte do Rio, deixou uma pessoa morta e nove feridas na madrugada desta segunda-feira (2/1)).
Acidente aconteceu na Avenida Rei Pelé, na área da antiga favela do Metrô, após um período de chuva forte que atingiu a cidade.
Entre as vítimas, uma mulher morreu após ficar soterrada por cerca de cinco horas sob os escombros. O óbito foi confirmado às 6h41.
A filha dela, de 7 anos, conseguiu ser resgatada com vida pelo Corpo de Bombeiros e foi encaminhada para atendimento médico.
Além delas outras oito pessoas ficaram feridas. Apenas uma adolescente, de 14 anos, precisou ser levada ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier. As demais receberam atendimento no local.
Ocorrência mobilizou bombeiros e interditou via
Segundo o Corpo de Bombeiros, cerca de 50 militares de sete quartéis participaram da operação de resgate.
Duas das três faixas da Avenida Rei Pelé, no sentido Méier, foram interditadas durante o atendimento da ocorrência. A Defesa Civil também atua na área.
Moradores relataram que o desabamento ocorreu por volta de 1h30, acompanhado de um forte estrondo.
Testemunhas disseram ter acordado com o barulho das estruturas ruindo. Segundo apurou o jornal “Hora 1” da TV Globo no local.
Chuva forte antecedeu o desabamento
Na noite de domingo (1º/1), a Grande Rio registrou chuva intensa, principalmente na Zona Norte da capital e na Baixada Fluminense. Em São Paulo, a situação foi parecida, com chuvas intensas sendo registradas em todo o estado.
Por volta das 20h27, a Defesa Civil enviou alertas para celulares informando risco de temporal.
A prefeitura colocou a cidade em estágio 2, nível que indica risco de ocorrências de alto impacto. O estágio 1 foi retomado às 5h desta segunda-feira.
Estrutura desabou em efeito “panqueca”
De acordo com os bombeiros, os imóveis desabaram em formato conhecido como efeito “panqueca”, quando os pavimentos colapsam um sobre o outro, empilhando a estrutura e dificultando o resgate das vítimas.
Até o momento, não há informações oficiais sobre as causas do desabamento, nem atualização sobre o estado de saúde da criança resgatada.
A reportagem tentou entrar em contato com o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro (CBMERJ), porém, até o momento, não recebeu atualizações sobre o caso.
