A compra de 330 mil máscaras cirúrgicas descartáveis feita pela prefeitura de Guarulhos, na Grande São Paulo, foi suspensa pela Justiça. O valor foi apurado pelo Ministério Público de Contas, órgão ligado ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e foi constatado que ele foi três vezes superior ao comercializado no mercado.
A cidade pagou R$ 6,20 em cada máscara, totalizando R$ 1,88 milhão. O Diário Oficial do dia 26 março revelou que compra foi realizada sem licitação, usando a justificativa de calamidade pública na cidade devido ao novo coronavírus.

No varejo, as máscaras compradas pela prefeitura, sem nenhuma especificação, são encontradas em média, por R$ 2 cada uma. Então, o juiz Rafael Tocantins Maltez, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Guarulhos, entendeu que a compra foi superfaturada em 5.500%.
Se o pagamento foi feito à empresa, o dinheiro deve ser bloqueado. Caso não tenha sido realizado, o dinheiro deve ser suspenso.
Ao G1, portal da Globo, a prefeitura alegou que cumpriu todos os trâmites legais e que adquiriu as máscaras na empresa que forneceu o menor preço naquele momento.
A prefeitura também informou que se colocou à disposição do Ministério Público e do Tribunal de Contas.
