Congonhas inaugura sala remota gigante e prepara aeroporto para 2028

Área passou de 1,4 mil m² para 3,3 mil m² e faz parte do plano de modernização do terminal

Ampliação garante mais espaço entre os portões e uma nova oferta de serviços

Ampliação garante mais espaço entre os portões e uma nova oferta de serviços | Thiago Neme/Gazeta de São Paulo

O Aeroporto de Congonhas, um dos mais movimentados do Brasil, irá inaugurar uma sala de embarque remoto nesta quarta-feira (6/8), em São Paulo.

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A área passou de 1,4 mil metros quadrados (m²) para 3,3 mil m², mais do que o dobro da estrutura anterior, e faz parte do plano de modernização do terminal.

Embora não aumente o número de passageiros atendidos, a ampliação garante mais espaço entre os portões e uma nova oferta de serviços, incluindo 11 opções comerciais.

Com um investimento de R$ 30 milhões, a intervenção não fazia parte das obrigações contratuais da concessionária Aena, que administra o terminal desde 2023, mas foi considerada necessária para melhorar a experiência dos usuários até a conclusão do novo terminal de passageiros, prevista para junho de 2028.

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“A ampliação da sala remota foi pensada para atender melhor aos passageiros, proporcionando mais espaço, comodidade e serviços enquanto aguardam seus voos. Nosso compromisso é oferecer uma experiência cada vez mais agradável e eficiente para todos que passam por Congonhas”, afirma Kleber Meira, diretor-executivo do aeroporto.

Entrega da sala remota

A nova sala tem 339 assentos, 126 a mais do que havia anteriormente, e passa a ter marcas como Aerobook, A Saideira, Bluma, Farmais, Fuel, Heladeria Havana, Hot Dog Club, La Guapa, Loft, Nescafé e No Ar.

A reorganização também inclui mudanças na localização das paradas dos ônibus, que agora ficam em frente aos portões, facilitando o embarque dos 15 mil passageiros que utilizam o espaço diariamente.

Esta entrega faz parte de um pacote de melhorias no aeroporto, com valor total de R$ 150 milhões. Estão incluídas ainda reformas de banheiros, melhorias no sistema de ar-condicionado, readequações de vias e intervenções estruturais em pistas e pátios.

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Segundo Meira, a obra faz parte da estratégia de preparar o aeroporto para as transformações que ocorrerão até 2028.

“Nosso desafio é manter o aeroporto funcionando plenamente enquanto executamos a maior obra da história de Congonhas. As entregas que estamos fazendo agora, como a ampliação da sala remota, são fundamentais para reduzir os impactos durante esse período.”

Novo terminal em 2028

O novo terminal, que será integrado ao edifício atual, terá mais que o dobro da área, que passará de 45 mil metros quadrados para 105 mil metros quadrados.

Serão 37 posições para aeronaves, sendo 19 com “fingers” (pontes de embarque) e 18 remotas. O projeto permitirá que cerca de 70% dos embarques sejam realizados por pontes. Segundo Meira, as obras já foram iniciadas e a previsão é que a nova área seja entregue em junho de 2028

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O diretor também explica que a estrutura foi pensada para melhorar a operação e aumentar o conforto, sem necessariamente ampliar o número de passageiros.

“Vamos sair de um tráfego de 23 milhões por ano para algo em torno de 29 a 30 milhões. Ou seja, mais do que dobrar a infraestrutura sem dobrar a demanda, o que significa mais espaço, mais serviços e uma operação mais eficiente.”

A nova configuração também abre caminho para voos internacionais dentro da América do Sul

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Obras em andamento

Além da ampliação da sala remota, outras melhorias têm sido realizadas no aeroporto. Apesar das mudanças, as obras do Aeroporto de Congonhas já forçaram o aeródromo a reduzir o número de voos em dezembro do ano passado.

No entanto, desde que assumiu a gestão, a Aena afirma que aumentou o número de canais de inspeção de 11 para 16, reformou banheiros, redesenhou áreas de acesso e instalou nova sinalização. Um novo bolsão, área destinada ao desembarque de aplicativos de transporte, foi criado para reduzir o trânsito no entorno.

Segundo Meira, esses investimentos parciais ajudam a alcançar as expectativas dos passageiros. “O maior desafio de Congonhas é executar uma obra dessa dimensão com o aeroporto funcionando. Sabemos que o usuário não vai esperar até 2028 para ver melhorias. Por isso, essas entregas parciais são essenciais.”

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O diretor do aeroporto também destacou que Congonhas já opera com pontualidade superior a 85% e reduziu a troca de portões de embarque de 33% para 13% dos voos.

“Congonhas é estratégico para a malha aérea do País. Não dá para parar o aeroporto. O que estamos fazendo é preparar uma transição organizada e segura, com entregas que melhoram a experiência agora, sem perder de vista o que vem pela frente”, finaliza Meira.