Cuide-se! Alergias respiratórias tendem a ser mais intensas no Outono

Baixa umidade do ar favorece o surgimento das 'ites' e facilita o contágio por infecções de vias aéreas, alerta especialista

O coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, disse que a tendência de aumento de casos no Distrito Federal e em São Paulo

Entre as principais doenças deste período, é possível destacar a gripe, causada pelo vírus influenza | Divulgação

O Outono traz com ele uma diminuição significativa das chuvas, principalmente no Sudeste do país. As ondas de frio mais intensas provocam uma queda considerável na temperatura, e o tempo mais seco atua como fator irritativo da mucosa nasal, contribuindo para o desenvolvimento de sintomas como espirros, coriza, obstrução nasal, coceira no nariz, ouvido e garganta, tosse e falta de ar.

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Entre as principais doenças deste período, é possível destacar a gripe, causada pelo vírus influenza — que faz com que o nariz fique escorrendo, que pode vir acompanhada de dores de garganta, febre e dores no corpo –; e os resfriados, causados por vírus dos tipos adenovírus, rinovírus e vírus sincicial respiratório.

De acordo com a Dra. Cristiane Passos Dias Levy, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, o resfriado costuma ser mais brando que a gripe. Porém, também pode provocar coriza, espirros, dor de garganta e até conjuntivite.

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Além das infecções de vias aéreas superiores, o tempo seco proporcionado pelo Outono é a principal porta de entrada para as chamadas “ites”, como são conhecidas as alergias respiratórias, dentre elas rinite, sinusite e rinossinusite, gerando incômodo e mal-estar para crianças e adultos.

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Conforme a OMS (Organização Mundial de Saúde), 35% da população brasileira sofre com algum tipo de alergia. Além das mudanças do clima, ácaros, pelos de animais de estimação, como gato e cachorro, fungos, mofo e até o pólen das flores podem desencadear uma crise alérgica respiratória.

“Trata-se de uma reação exacerbada do nosso sistema imunológico a substâncias com as quais o nosso organismo foi previamente sensibilizado”, explica a especialista.

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Tanto no Outono como no Inverno é comum identificar o aumento no número de pessoas com queixas como obstruções nasais, dores de cabeça e ouvido e dificuldades para dormir.

Confira abaixo as diferenças entre cada uma das “ites”:

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Rinite 

A rinite é uma inflamação e/ou disfunção da mucosa de revestimento nasal, caracterizada por alguns dos seguintes sintomas: obstrução nasal, rinorreia — presença de secreção e corrimento nasal –, espirros, prurido nasal e hiposmia — diminuição do olfato –, induzida pela inalação de algum alérgeno, substância que provoca reação em certos indivíduos, tais como ácaros.

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“Para evitar as crises alérgicas, recomenda-se deixar os cômodos da casa e a roupa de cama bem limpos, para evitar acúmulo de poeira, e deixar entrar sol o máximo possível, além de realizar um tratamento adequado”, afirma Dra. Cristiane.

Sinusite 

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A sinusite é definida por dois tipos: a aguda, que geralmente decorre de um processo inflamatório iniciado no nariz e pode durar até 12 semanas, com desaparecimento completo após o tratamento; e a crônica, quando ultrapassa este período.

Segundo a médica, a sinusite crônica pode apresentar um subtipo chamado de Polipose Nasossinusal, quando a mucosa nasal e os seios da face têm predisposição à formação de pólipos.

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“Eles obstruem os óstios de drenagem dos seios nasais, favorecendo o acúmulo de secreções e infecção bacteriana”, explica.

Rinossinusite 

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O que parece ser uma junção das alergias anteriores, na realidade, trata-se de um processo inflamatório da mucosa da cavidade nasal e dos seios paranasais.

“Essa resposta inflamatória representa uma reação a um agente físico, químico ou biológico (bacteriano, fúngico ou viral), mas também pode ser decorrente de mecanismos alérgicos”, destaca Dra. Cristiane.

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“Podemos ter um episódio de rinite isolado ou que pode estender-se para os seios da face, caracterizando uma rinossinusite”, explica.

Cuidados importantes 

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Seja no Verão, no Outono ou em qualquer outra estação, ao perceber os sintomas, o primeiro passo é procurar um especialista, que pode ser um otorrinolaringologista, alergista ou imunologista.

“Em casos mais graves, é recomendado buscar atendimento em um pronto-socorro o mais rápido possível”, reitera Dra. Cristiane.

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Pessoas propensas a alergias respiratórias devem evitar lugares fechados com muitas pessoas, mofo e cheiros fortes de produtos com química e poeira.

“Para evitar as infecções de vias aéreas superiores, é importante sempre manter a higiene das mãos e evitar o contato delas com os olhos, nariz e boca. Usar soro nasal e beber muita água para limpar diariamente o nariz também favorece o combate desses problemas”, finaliza a especialista.46gt5b dcw