Pessoas com deficiência podem ter direitos de idoso garantidos a partir dos 50 anos no Brasil

Proposta que altera o Estatuto do Idoso aguarda votação no Plenário do Senado; entenda como funcionará a avaliação individual médica e social

Projeto de lei no Senado propõe reduzir a idade mínima de acesso às garantias do Estatuto do Idoso para pessoas com deficiência / Freepik

Projeto de lei no Senado propõe reduzir a idade mínima de acesso às garantias do Estatuto do Idoso para pessoas com deficiência / Freepik

Uma importante mudança na legislação de proteção social do país está pronta para ir a voto no Plenário do Senado. O Projeto de Lei 401/2019 propõe reduzir de 60 para 50 anos a idade mínima para que a pessoa com deficiência seja reconhecida como idosa perante a lei, garantindo acesso antecipado a todas as garantias e direitos previstos no Estatuto do Idoso.

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Caso seja aprovada de forma definitiva, a concessão da nova condição etária não será automática, dependendo da realização de uma avaliação individualizada nas esferas médica, social e psicológica.

O alerta dos relatores no Congresso

A tramitação da matéria avançou com respaldo técnico e relatórios favoráveis. Na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), o relator do projeto, senador Flávio Arns (PSB-PR), enfatizou a necessidade de equilibrar as condições de envelhecimento:

“Conforme a deficiência, podemos observar reduções na expectativa de vida que variam até algumas décadas para baixo, se compararmos com a média da população. Estamos longe de um patamar de igualdade“, ressaltou Flávio Arns.

Já o relator na Comissão de Direitos Humanos (CDH), senador Paulo Paim (PT-RS), defendeu que o texto abre espaço para políticas públicas mais assertivas:

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“Minimizando os possíveis impactos negativos do avanço da idade em um grupo social especialmente vulnerável“, reforçou Paulo Paim.

Próximos passos da votação

O PL 401/2019 já cumpriu todas as etapas anteriores de tramitação: foi aprovado pela Câmara dos Deputados e passou pelas comissões temáticas do Senado. A matéria aguarda agora a deliberação dos senadores em Plenário para definir o futuro da proposta.