Doação de sangue ganha novo mês de mobilização no Brasil e lei determina campanhas para reforçar os estoques dos hemocentros

Nova lei estabelece ações educativas durante o mês para ampliar o número de pessoas dispostas a ajudar pacientes que precisam de transfusões

A medida também prevê a iluminação de prédios públicos na cor vermelha durante o período de mobilização.

A medida também prevê a iluminação de prédios públicos na cor vermelha durante o período de mobilização. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A doação de sangue passa a ter um mês específico de mobilização no Brasil a partir da Lei 15.491/2026, publicada nesta terça-feira (25/8). A norma determina ações públicas durante junho, com campanhas educativas e medidas de divulgação voltadas aos hemocentros de todo o país.

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Junho Vermelho terá campanhas em todo o país

A nova legislação inclui junho no calendário nacional de ações voltadas à doação de sangue. O objetivo é ampliar a divulgação sobre a necessidade de manter estoques disponíveis nos serviços de hemoterapia.

As atividades deverão envolver os governos federal, estaduais, municipais e o Distrito Federal. A execução também precisa seguir as orientações do Ministério da Saúde.

A lei prevê ainda que as medidas sejam realizadas conforme a disponibilidade orçamentária de cada órgão público. Assim, a aplicação das ações dependerá dos recursos existentes.

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Prédios públicos poderão receber iluminação vermelha

Entre as medidas previstas está a iluminação de prédios públicos na cor vermelha durante o período de mobilização. A lei também determina a produção de materiais educativos.

As campanhas devem reforçar a importância da doação regular. A estratégia busca evitar que a procura por sangue dependa apenas de períodos de emergência.

Doação de sangue atende diferentes necessidades

O sangue coletado passa por etapas de processamento antes de chegar aos pacientes. Segundo o Ministério da Saúde, uma bolsa pode ser separada em hemácias, plaquetas e plasma.

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Cada componente possui diferentes aplicações médicas. Por isso, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas, conforme as necessidades de atendimento.

O material pode ser utilizado em cirurgias, tratamentos contra doenças e situações de emergência. A disponibilidade depende da manutenção dos estoques nos serviços responsáveis pela coleta e distribuição.

Quem pode fazer doação de sangue

O Ministério da Saúde estabelece critérios básicos para quem deseja doar. A pessoa precisa ter entre 16 e 69 anos e pesar pelo menos 50 quilos.

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Quem tem menos de 18 anos precisa apresentar autorização formal do responsável. Já pessoas entre 60 e 69 anos podem doar caso tenham realizado a primeira doação antes dos 60.

O candidato também deve estar alimentado e ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas. Além disso, é necessário apresentar documento oficial com foto.

Intervalo muda entre homens e mulheres

A frequência da doação de sangue também possui limites. Homens podem realizar até quatro doações por ano, com intervalo mínimo de dois meses.

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Para mulheres, o limite é de três doações anuais. Nesse caso, o intervalo mínimo entre as coletas é de três meses.

Como localizar um hemocentro

Quem pretende fazer uma doação pode procurar o hemocentro mais próximo. O Ministério da Saúde também disponibiliza informações sobre os critérios e os serviços de atendimento.

Em São Paulo, o governo estadual mantém uma ferramenta para consultar unidades de coleta. O serviço permite localizar postos conforme a região.

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A criação do Junho Vermelho estabelece uma mobilização anual para ampliar a informação sobre a doação de sangue. As ações previstas pela nova lei deverão seguir as diretrizes nacionais e a capacidade orçamentária dos órgãos envolvidos. Para acompanhar outros conteúdos sobre saúde pública e novas medidas, continue no site.