O professor e filósofo Mario Sergio Cortella exaltou a importância de conservar a esperança mesmo nos momentos mais duros durante uma palestra beneficente organizada pelo Instituto Jô Clemente (IJC) na noite desta terça-feira (25/11), em São Paulo.
Ele estava ao lado da médica e escritora Ana Claudia Quintana Arantes e do treinador de vôlei Bernardinho, que também falaram a um teatro B32 lotado. O encontro teve o apoio do Grupo GMG, que reúne os jornais Gazeta de S.Paulo e Diário do Litoral.
Na sua fala durante na palestra “O Jogo da Virada: O poder de continuar”, o filósofo citou o médico e teólogo alemão Albert Schweitzer, que ganhou o Prêmio Nobel de 1952.
“Como disse Schweitzer, a tragédia não é quando uma pessoa morre, mas aquilo que morre dentro de uma pessoa quando ela ainda está viva. E o que não pode morrer? A esperança. A possibilidade de buscar. A ideia de persistir. Não como uma coisa tola, de mera iniciativa, mas como uma recusa à falência da esperança”.
Ele também destacou uma frase do educador Paulo Freire, para indicar que a esperança não deve ser algo passivo, “mas tem que ser esperança do verbo esperançar; não esperança do verbo esperar”.
Resiliência e legado
Resiliência, superação, preparação, cobrança e cuidado pautaram as falas de Bernardinho, que trouxe a perspectiva e os aprendizados gerados pelo esporte. Um dos treinadores mais vitoriosos do vôlei mundial ressaltou que conquistas só são possíveis com dedicação contínua.
“A preparação é a base para tudo. É no dia a dia que construímos consciência, consistência e capacidade de enfrentar os desafios que a vida vai trazer naturalmente”, explicou.
Já Ana Claudia surpreendeu a plateia ao desconstruir a ideia de que o legado se limita à produção material. Segundo ela, o legado é antes de tudo a forma como se vive.
“A gente pensa que legado é o que faz quando está ‘útil’, quando está produzindo. O que é legado, afinal? É o modo de viver que transmitimos aos outros, e isso inclui as pessoas que constroem conosco, como todos que fazem parte deste Instituto”, afirmou.
O IJC é uma organização sem fins lucrativos que atua na promoção da saúde, inclusão social e qualidade de vida para pessoas com Deficiência Intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Doenças Raras. Também é referência no Teste do Pezinho.
O evento foi mediado pela jornalista Gloria Vanique, com longa passagem pela TV Globo. O encontro teve toda a renda da venda dos ingressos revertida ao IJC.
