Empresa é multada por festa no centro

VALE DO ANHANGABAÚ. Prefeito estava entre os presentes no evento, ocorrido na madrugada de sábado para domingo

Festa fechou a escadaria do Anhangabaú com tapumes, e cobrou ingressos dos participantes

Festa fechou a escadaria do Anhangabaú com tapumes, e cobrou ingressos dos participantes | /KEINY ANDRADE/FOLHAPRESS

A Prefeitura de São Paulo informou ter multado em
R$ 26,5 mil a empresa Playtime Apresentações Artísticas por causa da festa particular, sem alvará, realizada pela empresa na madrugada do último sábado (15). A festa fechou a escadaria do Vale do Anhangabaú com tapumes, e cobrou ingressos dos participantes. O prefeito Bruno Covas (PSDB) e o secretário das Subprefeituras, Alexandre Modonezi, estavam entre os presentes.

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A multa foi por infração ao artigo da Lei de Uso e Ocupação do Solo que veda o uso de espaços públicos para eventos sem autorização. A Playtime tinha um termo de permissão para fazer a festa, com público de 250 pessoas, assinado pelo subprefeito da Sé, Roberto Arantes Filho. Segundo a legislação municipal, entretanto, Arantes não tem atribuição para liberar eventos do tipo. O “Jornal O Estado de S. Paulo” questionou a prefeitura sobre isso e ainda aguarda posicionamento sobre os atos do subprefeito.

A reportagem procurou a Playtime, e aguarda retorno da empresa.

Durante a manhã desta segunda, enquanto divulgava detalhes da Parada do Orgulho LGBT deste ano, Covas comentou o assunto. Disse que foi à festa como “pessoa física” e que a fiscalização do local era uma questão independente do fato de ele ter sido um dos convidados.

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“Queria inclusive refutar essa ilação que se faz da presença do prefeito com qualquer falta de verificar a legislação municipal. Não há nenhuma relação entre a presença do prefeito e não cumprir com a legislação municipal”, disse Covas. “Não estava lá como prefeito, estava lá [como] pessoa física. Saí até mais cedo porque tinha agenda para cumprir no domingo às 10h.”

Covas disse ainda que não havia “novidade” no fato de se usar o espaço público para a festa privada com cobrança de entrada. “Não há nenhuma novidade, a todo momentos você tem festas privadas em espaços públicos em que se paga preço púbico de aluguel daquela área.” A prefeitura foi questionada, mas não informou se houve algum pagamento neste sentido por parte da empresa à cidade.

No sábado, o evento bloqueou as escadarias que dão acesso à Praça Ramos de Azevedo. A Fonte dos Desejos, instalada na escadaria que liga o Anhangabaú e a Praça Ramos de Azevedo, ao lado do Teatro Municipal, serviu de cenário. Foi decorada com tapete vermelho, canhões de luz, lustres art déco e equipamentos de fumaça. A festa contou com um bar em cada lateral da área interditada, que oferecia bebidas à vontade. O público que chegava no local relatava ter pago até
R$ 600 pelo ingresso.

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Inicialmente, no domingo (16), a prefeitura informou que a licença da Subprefeitura da Sé havia sido emitida porque a empresa havia informado que a festa teria público de 250 pessoas. Depois, mudou de versão, e afirmou que a empresa seria “penalizada”, mas sem detalhar o que seria feito. Nesta segunda-feira, confirmou o valor da multa. (EC)