Aymen Hussein: autor de gol do Iraque foi interrogado por 7 horas ao entrar nos EUA para a Copa

Aymen Hussein, camisa 18 e grande estrela da seleção do Iraque, tem uma história marcada por superação e tragédias

Ayman Hussen, destaque da seleção do Iraque de futebol

Hussein foi detido por autoridades de imigração ao desembarcar em Chicago/Reprodução/Instagram/aymanhussen9

Aymen Hussein, camisa 18 e grande estrela da seleção do Iraque, tem uma história marcada por superação e tragédias que superam qualquer ficção.

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Prestes a realizar o sonho de disputar a Copa do Mundo de 2026, o atacante enfrentou um último e constrangedor obstáculo logo ao chegar em solo americano: um interrogatório de sete horas.

Retenção no aeroporto e o ‘pesadelo’ burocrático

Hussein foi detido por autoridades de imigração ao desembarcar em Chicago, onde a delegação iraquiana se prepara para o Mundial.

O jogador passou por intensos procedimentos de investigação e verificação que duraram quase um terço de um dia inteiro antes de ser liberado.

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Para o atleta, no entanto, o episódio foi apenas mais uma dificuldade em uma vida moldada pelo caos.

Um histórico familiar de dor e terrorismo

As cicatrizes de Aymen Hussein vão muito além dos campos de futebol. Natural de uma região devastada por conflitos, ele viu sua família ser alvo direto de organizações extremistas:

  • Em 2008: seu pai foi assassinado pela rede terrorista Al Qaeda.
  • Em 2014: seu irmão foi sequestrado pelo Estado Islâmico e nunca mais foi encontrado.
  • Destruição: Pouco tempo após o sequestro, a casa de sua família em Kirkuk foi completamente destruída.

Sobre o peso de sua história, o atacante de 30 anos demonstra resiliência.

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“Esta não é a primeira história de terrorismo da minha família. Provavelmente não será a última”.

O herói que devolveu a esperança ao Iraque

Apesar do sofrimento pessoal, Hussein transformou a dor em combustível para o esporte. Ele se tornou um herói nacional ao marcar o gol decisivo na vitória por 2 a 1 sobre a Bolívia, na repescagem intercontinental.

O feito garantiu o retorno do Iraque à Copa do Mundo após 40 anos de ausência — a única participação anterior havia sido em 1986.

Com 1,89m de altura e um currículo de até então 32 gols em 90 jogos pela seleção antes da estreia na Copa, o centroavante agora foca no desafio esportivo. Além da Noruega, o Iraque encontra em seu grupo ainda as potentes seleções da França e do Senegal.

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Nas redes sociais, o jogador reafirmou seu compromisso com o povo iraquiano:

“O filho do Iraque, se promete, cumpre; se fala, fala a verdade”. Agora, ele busca abalar a terra não mais pelo desespero da guerra, mas pela alegria do futebol.