Empresas de ônibus estão no centro da Operação Vectura Corrupta, realizada nesta quinta-feira (17/9), em São Paulo. A ação investiga possíveis vínculos com o PCC e alcança 12 das 22 companhias que atuam no sistema municipal, segundo o Ministério Público de São Paulo.
Quais empresas de ônibus são investigadas
A investigação cita 12 empresas de ônibus que operam linhas na capital paulista. São elas:
- Viação Transcap Transportes
- Alfa Rodobus Transportes
- Transwolff Transportes
- A2 Transportes
- Imperial Transportes
- Move Buss Transportes
- Pêssego Transportes
- Allianz Transportes
- Transunião Transportes
- Qualibus Transportes
- Norte Bus Transportes
- Spencer Transportes
Segundo a investigação, as companhias fazem parte do chamado subsistema local. Esse grupo atende principalmente regiões mais afastadas do centro da capital.
Como funciona o sistema de ônibus de São Paulo
A SPTrans informa que o transporte municipal conta com mais de 13 mil ônibus e 1.333 linhas. O serviço transporta, em média, 6,3 milhões de passageiros em cada dia útil.
O sistema é organizado pelo município. A SPTrans atua na gestão do transporte coletivo e acompanha contratos, linhas e demais serviços relacionados à operação.
Os números mostram a dimensão das atividades atingidas pela investigação. O transporte por ônibus atende passageiros de diferentes regiões da cidade durante todo o dia.
Empresas estão ligadas a quais linhas?
A operação das linhas varia conforme os contratos e áreas atendidas. A SPTrans mantém uma ferramenta oficial que permite consultar o itinerário de cada linha e verificar quais serviços passam por determinado endereço.
Por isso, a relação das empresas investigadas não significa que todas as linhas municipais estejam envolvidas na apuração.
O que a investigação apura
A Operação Vectura Corrupta investiga uma possível estrutura de influência do PCC no setor de transporte. A apuração também envolve suspeitas relacionadas a movimentações financeiras e decisões sobre empresas do segmento.
Entre os casos citados está a Transwolff. A companhia já havia sido alvo da Operação Fim da Linha, realizada pelo Ministério Público de São Paulo em 2024.
Naquela investigação, os promotores apuraram suspeitas de lavagem de dinheiro e possível uso de recursos ligados à organização criminosa. As acusações ainda são objeto de investigação e não equivalem a uma condenação.
O que acontece com as empresas de ônibus
A investigação atual não significa, por si só, que as 12 companhias tenham sido condenadas por ligação com o PCC. A apuração busca reunir elementos sobre possíveis vínculos entre empresas, pessoas e integrantes da organização criminosa.
O transporte municipal continua sob gestão da Prefeitura e da SPTrans. Informações oficiais sobre linhas, frota, contratos e funcionamento do sistema podem ser consultadas nos canais da administração municipal.
O caso deve avançar conforme os investigadores analisarem documentos, dados financeiros e outros elementos recolhidos durante a operação. Novas decisões podem alterar o quadro das empresas citadas na apuração.
