Pesquisadores anunciaram nesta semana, durante a 26ª Conferência Internacional de Aids, no Rio de Janeiro, dois novos casos de remissão do HIV após a interrupção do tratamento com antirretrovirais. A cura ocorreu por meio de transplantes de células-tronco.
Os procedimentos utilizaram doadores portadores de uma rara mutação genética, conhecida como CCR5-delta32, que impede a entrada das formas mais comuns do vírus nas células do sistema imunológico.
De acordo com os especialistas, os pacientes permanecem sem carga viral detectável há 14 e 12 meses.
Com isso, chega a 13 o número de casos de cura ou remissão do HIV contabilizados pela Sociedade Internacional de Aids (IAS).
Os pacientes
Segundo informações do portal “g1”, um dos pacientes é um homem de 21 anos, de Kansas City, nos EUA, que recebeu o diagnóstico de HIV e de uma forma agressiva de leucemia em 2018. Antes de começar o tratamento, ele tinha mais de 2 milhões de cópias do vírus por mililitro de sangue e uma quantidade muito baixa de células de defesa.
Já o segundo paciente, residente da Alemanha, ainda de acordo com a reportagem, também tinha histórico de hepatite B e completou 12 meses sem tratamento contra o HIV e sem carga viral detectável.
Como funciona o transplante de células-tronco
De acordo com artigo publicado na “Revista Contemporânea”, o mecanismo básico envolve doadores com mutações genéticas específicas que conferem resistência ao HIV, para assim alcançar a cura funcional da infecção.
A principal ideia por trás dessa estratégia é a substituição de células infectadas com células imunes resistentes ao HIV, potencialmente erradicando o reservatório viral e restabelecendo uma resposta imunológica eficaz contra o vírus.
