A expectativa de volta para casa vem aumentando para os moradores da comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, no Jaguaré, Zona Oeste de São Paulo, nesta quarta-feira (13/5), após a explosão causada por uma obra da Sabesp que atingiu uma tubulação de gás.
De acordo com boletim atualizado do Governo de São Paulo, até o fim da noite desta terça-feira (12/5), técnicos da Defesa Civil já haviam realizado a vistoria de 105 imóveis.
86 já foram liberados para o retorno das famílias. Cinco foram completamente interditados e outras 14 com interdição cautelar.
As casas vistoriadas foram divididas em quatro níveis, são eles:
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Verde: imóveis liberados para o retorno dos moradores. A classificação não descarta danos materiais, como eletrodomésticos quebrados;
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Amarelo: interdição parcial, sem comprometimento estrutural, mas com riscos pontuais, como telhas ou forros soltos;
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Laranja: danos estruturais relevantes, como comprometimento de paredes, colunas ou vigas, mas sem condenação total do imóvel;
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Vermelho: imóveis completamente comprometidos, que precisarão ser demolidos.
De acordo com a pasta, as empresas responsáveis pela obra acompanham as visitas para avaliar os danos e ressarcimentos das famílias.
Já na manhã desta quarta-feira (13/5), o trabalho integrado para vistoria e avaliação de imóveis das equipes da Defesa Civil, IPT e concessionárias será reestabelecido.
Maior auxílio e apoio as famílias
Desde a explosão, equipes do Governo de São Paulo e das concessionárias seguem atuando na região com atendimento social e entrega de kits de ajuda humanitária.
Também foi montado um posto de apoio para atender moradores que ficaram desalojados e prestar suporte às famílias atingidas.
Segundo as concessionárias, até a tarde desta terça-feira (12/5), 194 pessoas já haviam sido cadastradas para receber o auxílio emergencial imediato, que passou para R$ 5 mil.
As famílias afetadas também estão sendo hospedadas em hotéis e acompanhadas por equipes de assistência.
Estado de saúde das vítimas
A Secretaria de Estado da Saúde informou que três pessoas ficaram feridas na explosão. Uma delas foi atendida no Hospital Universitário da USP.
Outra permanece internada no Hospital das Clínicas, com quadro estável. Já o terceiro paciente está em estado grave no Hospital Regional de Osasco.
Sobre a explosão
A explosão foi registrada por volta das 16h10 na rua Floresto Bandecchi, perto da rua Doutor Benedito de Moraes, no Jaguaré, zona oeste da capital paulista.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, uma obra realizada pela Sabesp atingiu uma tubulação de gás, causando a explosão.
O impacto danificou dezenas de imóveis e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, Samu e Defesa Civil.
Chamados feitos aos serviços de emergência relataram que pessoas teriam sido arremessadas com a força da explosão e que havia vítimas presas sob os escombros.
Durante entrevista coletiva, representantes da Sabesp e da Comgás informaram que as empresas atuavam de forma conjunta na obra realizada no local.
Quem são as vítimas?
A vítima que morreu é um homem de 49 anos, morador de uma edícula nos fundos de um dos imóveis atingidos, segundo informou a porta-voz do Corpo de Bombeiros, capitã Karoline Burunsizian.
Além da morte confirmada, outras três pessoas ficaram feridas. Conforme informações divulgadas pelo governo de São Paulo, duas vítimas sofreram politraumatismos e permanecem internadas em estado grave.
Os feridos foram levados ao Pronto-Socorro Regional de Osasco. Um funcionário da Sabesp, que também se machucou durante o acidente, procurou atendimento médico por conta própria.
O que causou a explosão?
Segundo o Corpo de Bombeiros, a explosão ocorreu depois que uma tubulação de gás foi atingida durante uma obra executada pela Sabesp.
Em nota e também na coletiva de imprensa, Sabesp e Comgás afirmaram que realizavam um serviço de remanejamento de rede de água quando a tubulação de gás foi atingida.
As empresas informaram ainda que os trabalhos foram interrompidos logo após o acidente e que os protocolos de segurança foram acionados.
O caso será investigado pela Polícia Civil, pelo Instituto de Criminalística e pela Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo).
