A Defesa Civil iniciou na noite desta quinta-feira (14/5) a demolição de cinco imóveis interditados após a explosão provocada durante uma obra da Sabesp no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo.
Segundo a Polícia Técnico-Científica, a retirada das estruturas é necessária para permitir a escavação da área e a busca por evidências que serão usadas no laudo pericial sobre o caso.
Até o fim da tarde, 112 imóveis da região haviam sido vistoriados. Desse total, 27 permanecem interditados e 85 foram liberados para o retorno dos moradores.
O governo de São Paulo informou que a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) identificou 80 imóveis para receber famílias que perderam as casas e precisam ser transferidas para novas moradias.
Até o momento, 50 famílias foram cadastradas. Elas poderão optar pela mudança imediata para apartamentos disponibilizados pela CDHU, pela compra de imóvel por meio de carta de crédito ou pelo recebimento de auxílio-aluguel.
De acordo com o governo estadual, os custos com moradia e reconstrução dos imóveis serão pagos pela Sabesp e pela Comgás.
As concessionárias informaram que 232 pessoas foram cadastradas e receberam auxílio emergencial de R$ 5 mil para despesas imediatas.
As famílias que ficaram sem moradia foram encaminhadas para hotéis. O governo estadual afirmou que os prejuízos serão ressarcidos pelas empresas.
Segunda morte
O pintor autônomo Francisco Bondemba da Silva, de 57 anos, conhecido como Bodenga, morreu nesta quinta-feira (14/5) após permanecer internado em estado grave desde a explosão.
Francisco foi a segunda vítima fatal do acidente. Imagens gravadas por moradores após a explosão mostram o momento em que ele foi arremessado para fora do imóvel devido à força do impacto.
Relembre o caso
A explosão aconteceu durante uma obra da Sabesp em uma área com rede compartilhada da Comgás.
O acidente já havia causado a morte do segurança Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos, sepultado na quarta-feira (13/5), em Minas Gerais.
Além das mortes, outras pessoas ficaram feridas. Um funcionário terceirizado da Sabesp passou por cirurgia após sofrer traumatismo craniano. Outro morador recebeu alta nos dias seguintes ao acidente.
Após a explosão, o governador Tarcísio de Freitas afirmou que o Estado irá responsabilizar as concessionárias envolvidas.
A Polícia Civil e o Instituto de Criminalística investigam as causas da explosão. Após o acidente, a Sabesp suspendeu temporariamente obras realizadas em áreas com compartilhamento de solo entre concessionárias.
