Explosão no Jaguaré: Defesa Civil inicia demolição de residências para perícia

Enquanto 27 locais seguem interditados, o governo estadual confirmou que as concessionárias pagarão os custos de moradia das famílias desabrigadas

Demolição será necessária para perícia da Polícia Técnicoo-Científica

Demolição será necessária para perícia da Polícia Técnicoo-Científica | Rafaela Araújo/Folhapress

A Defesa Civil iniciou na noite desta quinta-feira (14/5) a demolição de cinco imóveis interditados após a explosão provocada durante uma obra da Sabesp no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo.

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Segundo a Polícia Técnico-Científica, a retirada das estruturas é necessária para permitir a escavação da área e a busca por evidências que serão usadas no laudo pericial sobre o caso.

Até o fim da tarde, 112 imóveis da região haviam sido vistoriados. Desse total, 27 permanecem interditados e 85 foram liberados para o retorno dos moradores.

O governo de São Paulo informou que a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) identificou 80 imóveis para receber famílias que perderam as casas e precisam ser transferidas para novas moradias.

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Até o momento, 50 famílias foram cadastradas. Elas poderão optar pela mudança imediata para apartamentos disponibilizados pela CDHU, pela compra de imóvel por meio de carta de crédito ou pelo recebimento de auxílio-aluguel.

De acordo com o governo estadual, os custos com moradia e reconstrução dos imóveis serão pagos pela Sabesp e pela Comgás.

As concessionárias informaram que 232 pessoas foram cadastradas e receberam auxílio emergencial de R$ 5 mil para despesas imediatas.

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As famílias que ficaram sem moradia foram encaminhadas para hotéis. O governo estadual afirmou que os prejuízos serão ressarcidos pelas empresas.

Segunda morte

O pintor autônomo Francisco Bondemba da Silva, de 57 anos, conhecido como Bodenga, morreu nesta quinta-feira (14/5) após permanecer internado em estado grave desde a explosão.

Francisco foi a segunda vítima fatal do acidente. Imagens gravadas por moradores após a explosão mostram o momento em que ele foi arremessado para fora do imóvel devido à força do impacto.

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Relembre o caso

A explosão aconteceu durante uma obra da Sabesp em uma área com rede compartilhada da Comgás.

O acidente já havia causado a morte do segurança Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos, sepultado na quarta-feira (13/5), em Minas Gerais.

Além das mortes, outras pessoas ficaram feridas. Um funcionário terceirizado da Sabesp passou por cirurgia após sofrer traumatismo craniano. Outro morador recebeu alta nos dias seguintes ao acidente.

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Após a explosão, o governador Tarcísio de Freitas afirmou que o Estado irá responsabilizar as concessionárias envolvidas.

A Polícia Civil e o Instituto de Criminalística investigam as causas da explosão. Após o acidente, a Sabesp suspendeu temporariamente obras realizadas em áreas com compartilhamento de solo entre concessionárias.