O In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical começa nesta quarta-feira (9) e vai até o dia 20 de setembro. Esta será a primeira vez que o evento será on-line, com acesso em todo o território brasileiro.
Entre os destaques mundiais estão “The Quiet One”, versão da história do baixista Bill Wyman, dos Rolling Stones, que abre seu arquivo pessoal com imagens inéditas; “White Riot”, sobre o movimento Rock Against Racism que teve apoio de bandas como The Clash e; “My Darling Vivian”, no qual as filhas do primeiro casamento de Johnny Cash decidem contar sua versão após o sucesso do filme “Johnny e June”.
Entre os destaques nacionais estão filmes com personagens como Dorival Caymmi, Pitty, Arto Lindsay, a escola de samba Mangueira, Mestre Cupijó, Quebradeiras de Coco Babaçu, Walter Smetak, Amaro Freitas, Elton Medeiros e o compositor e violonista Garoto.
O diretor artístico do festival, Marcelo Aliche, informou que seis filmes nacionais passarão por um júri para entrar no circuito internacional do festival. “Todos os filmes são muito legais e interessantes, o nível continua bom”, disse.
Programação
A programação do festival estará na plataforma do festival (in-edit-brasil.com), com filmes gratuitos e filmes pagos (R$ 3 para 72 horas de acesso) e parte da programação poderá ser encontrada no site do Sesc (sescsp.org.br/cinemaemcasa), com acesso gratuito, e, a partir de 21 de setembro, na Spcine Play também gratuitamente.
O dinheiro arrecadado pelo festival será destinado integralmente a trabalhadores da música e do cinema afetados pela pandemia. O valor será distribuído entre o fundo Conexão Música, criado por músicos e produtores independentes e o Fundo de Amparo aos Profissionais do Audiovisual Negro, gerenciado pela Associação de Profissionais do Audiovisual Negro.
A plataforma on-line continuará oferecendo o catálogo de filmes durante o ano, segundo o diretor artístico. “Depois do festival essa plataforma fica de vez. Essa plataforma fica para o público, fica para todo mundo que gosta de documentário musical, essa plataforma é nossa”, informou Aliche.
“[No catálogo] há filmes dos festivais anteriores, filmes que não estiveram no In Edit, porque eles são mais velhos do que o festival, vai ter filmes históricos. A nossa intenção é que seja uma grande plataforma não só de entretenimento, para o pessoal curtir documentário musical, mas também de pesquisa”, concluiu.
