Fonte de água do Vale do Anhangabaú passará por manutenção após menos de 1 ano

Os 852 jatos d'água da fonte só foram vistos em pleno funcionamento uma única vez

Um dos problemas encontrados na fonte é o entupimento dos picos de jato d'água

Um dos problemas encontrados na fonte é o entupimento dos picos de jato d'água | Divulgação/Biselli Katchborian Arquitetos Associados

Os 852 jatos d’água da fonte do Vale do Anhangabaú, parte da obra que custou R$ 105,6 milhões, vão passar por uma manutenção que se estenderá até o mês de janeiro do ano que vem. Até o momento, o equipamento só foi visto em pleno funcionamento uma única vez desde que foi inaugurado há menos de um ano.

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A Prefeitura de São Paulo informou que as obras de reparo serão feitas pelas empresas FBS Construção Civil e Lopes Kalil Engenharia, construtoras responsáveis pela reforma do espaço, segundo informações do portal g1.

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De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB), a manutenção é necessária para “correção do desgaste natural dos equipamentos causado pela ação do tempo, bem como reposição pontual de cabeamento furtado” e não incorre em novos custos para a administração municipal.

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“Os trabalhos já foram iniciados e a conclusão está prevista para janeiro de 2023. (…) A ação de manutenção não gera ônus para a concessionária, pois o serviço é previsto em contrato. A ação está inserida na garantia da obra, e não gera custo algum para os cofres públicos”, disse a Prefeitura de SP por meio de nota.

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Histórico de problemas da fonte

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Os jatos d’água da fonte do Novo Vale do Anhangabaú só foram vistos em pleno funcionamento uma vez, em junho de 2021. Isso aconteceu durante a inauguração oficial do espaço, que se manteve fechado para visitantes até 6 de dezembro do mesmo ano devido à pandemia.

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A reabertura total só aconteceu após o ‘Consórcio Viva o Vale’ ter assumido a manutenção da área com direito a exploração comercial do local. 

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O grupo formado pelas empresas Urbancon, Nacional e B. Internacional Real Estate informou que havia “identificado a necessidade de reformas na estrutura do equipamento” e que a fonte só voltaria a funcionar após os reparos necessários.

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Fontes entupidas 

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Uma reportagem do jornal “SP1”, de setembro do ano passado, já havia revelado que parte dos bicos d’água da fonte estavam entupidos. Na época, o Novo Vale do Anhangabaú ainda não estava sob a gestão do ‘Consórcio Viva o Vale’, que só assumiu a responsabilidade em dezembro de 2021.

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Após assumir a gestão da área, em 6 de dezembro, o novo administrador disse que teve um prazo de 90 dias para realizar as análises das condições da fonte e encontrou problemas. 

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Os jatos d'água da fonte do Novo Vale do Anhangabaú só foram vistos em pleno funcionamento uma vez,Os jatos d’água da fonte do Novo Vale do Anhangabaú só foram vistos em pleno funcionamento uma vez. Foto: Prefeitura de SP

“O estudo, realizado pelas consultorias técnicas contratadas pelo consórcio Viva o Vale, foi finalizado na semana passada e identificou a necessidade reformas na estrutura do equipamento. O levantamento foi entregue esta semana para a Prefeitura e o concessionário aguarda o parecer da gestão municipal para iniciar o projeto de manutenção da fonte”, declarou o Consórcio Viva o Vale à época. 

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A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB), também informou na ocasião que estava acompanhando a avaliação do concessionário e analisando os laudos para tomar as providências cabíveis. 

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“Os equipamentos mencionados estão dentro do período de garantia, que será acionada após a análise da documentação enviada”, afirmou a SIURB naquela ocasião.

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Reforma milionária 

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Foram gastos R$ 105,6 milhões na reforma do Vale do Anhangabaú em uma obra que começou em junho de 2019, com prazo inicial de conclusão para junho de 2020 e estimativa de gasto de R$ 80 milhões, segundo a gestão Bruno Covas (PSDB) e Ricardo Nunes (MDB). 

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O valor final da obra foi 32% maior que o informado inicialmente, com total de R$ 20,6 milhões em despesas extras. A obra teve sete adiamentos antes da conclusão, em outubro de 2020.

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Devido à pandemia, o espaço ficou fechado para o público até dezembro de 2021 e, durante este período, a manutenção do local custou cerca de R$ 831 mil em serviços de vigilância, limpeza e gradis. Tudo foi pago pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), em contrato com a SPTuris. 

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Uma auditoria feita pela Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCM-SP) revelou ao menos quatro irregularidades no contrato entre as duas partes para a manutenção do Novo Vale do Anhangabaú. 

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Nota da Prefeitura de São Paulo

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“A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB), informa que os serviços em execução nas fontes do Vale do Anhangabaú não se caracterizam como uma reforma, mas, sim, uma manutenção periódica. A ação está inserida na garantia da obra, e não gera custo algum para os cofres públicos. A manutenção é necessária para correção do desgaste natural dos equipamentos causado pela ação do tempo, bem como reposição pontual de cabeamento furtado. Os trabalhos já foram iniciados e a conclusão está prevista para janeiro de 2023. A Secretaria Municipal das Subprefeituras ressalta, ainda, que a ação de manutenção também não gera ônus para a concessionária, pois o serviço é previsto em contrato. O local recebe vistorias regulares com auxílio de fiscais da SMSUB, sem agendamento de datas, e possui apoio de um verificador independente que presta suporte técnico e operacional”.