Glitter ‘comestível’ pode estar envenenando seus doces, alerta Anvisa

Substância é comum em glitters decorativos, mas não é segura para consumo humano

Anvisa alertou que muitos produtos comestíveis e decorativos são vendidos na mesma prateleira em vários locais

Anvisa alertou que muitos produtos comestíveis e decorativos são vendidos na mesma prateleira em vários locais | Viktor Forgacs na Unsplash

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o uso de materiais feitos de plástico e pó decorativo com polipropileno (PP) na composição de alimentos, sejam eles preparados artesanalmente ou industrializados.

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A substância é comum em glitters decorativos, mas não é segura para consumo humano.

O tema ganhou destaque após o criador de conteúdo Dario Centurione publicar vídeos mostrando produtos vendidos como “glitter comestível”, cuja composição incluía 100% de material plástico.

A agência reforçou que produtos usados para colorir ou decorar alimentos — como bolos e doces — devem ser feitos apenas com ingredientes e aditivos alimentares aprovados, como corantes e agentes de textura.

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O que não pode ser usado

Segundo a agência, nenhum pó decorativo com “PP micronizado” pode ser utilizado em produtos de confeitaria ou em qualquer alimento.

Esses glitters só são permitidos em itens decorativos não comestíveis, como cenários e enfeites de festas, mas jamais em contato direto com a comida.

A Anvisa alertou que muitos produtos comestíveis e decorativos são vendidos na mesma prateleira em vários locais, o que pode confundir consumidores e confeiteiros.

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Para evitar riscos, é essencial ler atentamente o rótulo, verificando:

  • Lista de ingredientes;
  • Denominação de venda (nome oficial do produto);
  • Lote e validade;
  • Declarações sobre glúten e alergênicos.