O Google Fotos começou a liberar no Brasil uma nova função de “guarda-roupa” que usa inteligência artificial para montar looks com roupas que o usuário já tem.
A ferramenta analisa as fotos armazenadas na conta e cria combinações com peças, calçados e acessórios identificados pela IA.
A novidade é liberada gradualmente e ainda não está disponível para todos os usuários.
Nesta fase, o recurso chega principalmente a assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra e a pessoas selecionadas pela empresa.
Como funciona o guarda-roupa do Google Fotos
A ferramenta transforma a biblioteca de fotos em uma espécie de armário digital. A IA identifica as roupas usadas pelo usuário e organiza os itens em categorias.
Entre elas estão camisetas, partes de cima, partes de baixo, casacos, jaquetas e calçados. Óculos e outros acessórios também podem ser reconhecidos.
Depois, o usuário pode combinar diferentes peças para criar um look. As combinações podem ser salvas para serem consultadas novamente.
O recurso pode ser acessado pelo Google Fotos, na área “Alguns”, caso esteja disponível para a conta.
Quem pode usar a novidade
A função ainda está em fase de distribuição. Para receber o recurso, o usuário precisa cumprir alguns requisitos definidos pelo Google.
É necessário ter uma conta qualificada, morar no Brasil, nos Estados Unidos ou na Índia e ter o recurso de Grupos de Rostos ativado.
Também é preciso selecionar o próprio rosto nessa ferramenta. Para usuários que não assinam o Google AI Pro ou Ultra, o Google exige mais de mil fotos da pessoa na biblioteca.
No Android, também é necessário utilizar a versão 10 ou superior do sistema.
IA consegue reproduzir as roupas, mas ainda erra detalhes
O recurso mostra potencial, mas ainda apresenta algumas falhas.
Durante os testes, algumas peças foram reproduzidas de maneira diferente do original. Um tênis de cano médio, por exemplo, apareceu como um modelo de cano baixo na versão criada pela inteligência artificial.
Em outro caso, uma camisa retrô do Corinthians teve o nome do patrocinador alterado na imagem gerada. A inscrição “Suvinil” acabou aparecendo como “Suvim”.
Apesar dos erros, a reprodução geral das roupas ficou próxima das imagens usadas como referência.
Rosto também pode mudar nas imagens
Um dos problemas encontrados está justamente na reprodução do usuário.
Mesmo com diversas fotos disponíveis na biblioteca, a IA modificou alguns traços do rosto ao criar as imagens dos looks. O resultado apresentou diferenças em relação à aparência real.
Isso faz com que a ferramenta funcione melhor como uma prévia das combinações do que como uma representação totalmente fiel de como a pessoa ficará com determinada roupa.
