Governo de SP vai à China para viabilizar trem para Campinas

O vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth (PSD), viajou à China na última semana para apresentar projetos estaduais a investidores, com foco no Trem Intercidades (TIC

Ligando a capital paulista a Campinas, ele vai a leilão no dia 29 de fevereiro

Ligando a capital paulista a Campinas, ele vai a leilão no dia 29 de fevereiro | Fernando Nascimento/Governo do Estado

O vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth (PSD), viajou à China na última semana para apresentar projetos estaduais a investidores, com foco no Trem Intercidades (TIC). Ligando a capital paulista a Campinas, ele vai a leilão no dia 29 de fevereiro.

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Ramuth cita contatos com um fundo chinês e “players” como a construtora ferroviária CRCC e a fabricante de trens CRRC, estatais de Pequim. “Existe um interesse grande de grupos chineses, que já estão analisando a possibilidade de participação”, afirma.

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“A apresentação do portfólio foi completa, todos os itens, e é claro que a Sabesp traz também um certo olhar, mas os principais projetos são os ferroviários”, diz. Além do TIC, citou a posterior expansão do metrô e da CPTM como tendo chamado atenção.

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Daqui a duas semanas, o próprio governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) deve viajar à Europa para apresentar os projetos, que incluem ainda a venda da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae). Questionado, o vice diz não ser possível divulgar os grupos que já mostraram interesse, cuja “formalização se dará no momento do leilão, de fato”.

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Para Ramuth, o trem de média velocidade para Campinas, o primeiro do gênero no país, será simbólico de uma retomada do transporte ferroviário para passageiros. “Infelizmente o Brasil optou, lá atrás, pelo transporte rodoviário. As nossas ferrovias foram sucateadas.”

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Ele diz que era prefeito de São José dos Campos quando surgiu o projeto de trem-bala ligando Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, no governo Dilma Rousseff. “Foi naquela época a inauguração da primeira linha do trem de alta velocidade da China. Hoje eles têm 60 mil quilômetros. Nós não conseguimos sair da ideia ainda.”

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Contra o que chama de “trem-balela”, Ramuth diz que “agora vai ser diferente”. Se tudo correr como programado no leilão, o início das obras aconteceria neste ano, mas com previsão de entrar em operação apenas em 2030.

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“Obras como esta são de Estado, não obras de gestão”, diz. “Têm que iniciar numa gestão, para que outras possam fazer a entrega. Cada governo tem que fazer a sua parte, como projeto de Estado.” Cita estudos para duas outras ferrovias no futuro, ligando São Paulo a Sorocaba e a São José dos Campos.

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“Lembrando que o BNDES também vai participar do financiamento” do Trem Intercidades, sublinha. “Já houve um acordo entre o governo estatal e o governo federal. Mas não é um recurso federal sendo aplicado. É um financiamento.”

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Há pouco mais de um mês, o governador paulista discursou em cerimônia no Palácio do Planalto, ao lado do presidente Lula, agradecendo a aprovação do financiamento de R$ 6,4 bilhões do BNDES para o TIC, como parte do Programação de Aceleração do Crescimento (PAC).

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O edital prevê um investimento total de R$ 13,5 bilhões, inclusive obras de modernização. Abrange, além do “expresso” TIC (Barra Funda-Jundiaí-Campinas), o “parador” TIM (Trem Intermetropolitano), com cinco estações, e o “parador metropolitano”, com 17, trecho hoje operado pela CPTM.

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A empresa ou o consórcio vencedor “vai construir, vai entregar os trens, entregar tudo”, diz Ramuth. A produção dos veículos, acrescenta, poderá ser no próprio Brasil. O preço máximo a ser permitido, para a passagem entre São Paulo e Campinas, será de R$ 64.

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A velocidade máxima, em princípio, é de 140 quilômetros por hora, daí a descrição como de trem de velocidade média, enfatizada pelo vice-governador.

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Na sexta-feira (19), começaram no Chile as operações do que o governo do país chamou de “momento histórico”, um trem de passageiros com velocidade máxima de 160 quilômetros por hora. Liga a capital, Santiago, a Curicó, região vinícola, a 230 quilômetros de distância.

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A exemplo do Brasil, também o Chile passou por décadas de abandono do transporte ferroviário pelo rodoviário. Os novos trens foram fabricados pela CRRC Sifang, uma das mais antigas empresas do setor na China.

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Ramuth diz que, com a China, “possibilidade passou a ser realidade” para a retomada ferroviária. Por exemplo, a montadora BYD assumiu a produção dos trens para a linha entre a Estação Morumbi da CPTM e o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, mesmo tendo que se adaptar a um monotrilho já existente, europeu.

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“A China já tem know-how, seja de trem de média velocidade, de alta velocidade, agora a BYD produzindo nossos trens da linha 17-Ouro”, diz ele, que também visitou a montadora na viagem. “Estão sendo feitos na China. A operação da linha deve ficar para 2026, mas os trens do monotrilho já começam a chegar neste ano. Eram para a Copa de 2014.”

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Governo de SP vai à China para viabilizar trem para Campinas

Ligando a capital paulista a Campinas, ele vai a leilão no dia 29 de fevereiro.

Daqui a duas semanas, o próprio governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) deve viajar à Europa para apresentar os projetos

Daqui a duas semanas, o próprio governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) deve viajar à Europa para apresentar os projetos | Fernando Nascimento/Governo de São Paulo

O vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth (PSD), viajou à China na última semana para apresentar projetos estaduais a investidores, com foco no Trem Intercidades (TIC). Ligando a capital paulista a Campinas, ele vai a leilão no dia 29 de fevereiro.

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Ramuth cita contatos com um fundo chinês e “players” como a construtora ferroviária CRCC e a fabricante de trens CRRC, estatais de Pequim. “Existe um interesse grande de grupos chineses, que já estão analisando a possibilidade de participação”, afirma.

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Daqui a duas semanas, o próprio governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) deve viajar à Europa para apresentar os projetos, que incluem ainda a venda da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae).

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Para Ramuth, o trem de média velocidade para Campinas, o primeiro do gênero no país, será simbólico de uma retomada do transporte ferroviário para passageiros. “Infelizmente o Brasil optou, lá atrás, pelo transporte rodoviário. As nossas ferrovias foram sucateadas.”

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Ele diz que era prefeito de São José dos Campos quando surgiu o projeto de trem-bala ligando Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, no governo Dilma Rousseff. “Foi naquela época a inauguração da primeira linha do trem de alta velocidade da China. Hoje eles têm 60 mil quilômetros. Nós não conseguimos sair da ideia ainda.”

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Contra o que chama de “trem-balela”, Ramuth diz que “agora vai ser diferente”. Se tudo correr como programado no leilão, o início das obras aconteceria neste ano, mas com previsão de entrar em operação apenas em 2030.

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“Obras como esta são de Estado, não obras de gestão”, diz. “Têm que iniciar numa gestão, para que outras possam fazer a entrega. Cada governo tem que fazer a sua parte, como projeto de Estado.” Cita estudos para duas outras ferrovias no futuro, ligando São Paulo a Sorocaba e a São José dos Campos.

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“Lembrando que o BNDES também vai participar do financiamento” do Trem Intercidades, sublinha. “Já houve um acordo entre o governo estatal e o governo federal. Mas não é um recurso federal sendo aplicado. É um financiamento.”

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Há pouco mais de um mês, o governador paulista discursou em cerimônia no Palácio do Planalto, ao lado do presidente Lula, agradecendo a aprovação do financiamento de R$ 6,4 bilhões do BNDES para o TIC, como parte do Programação de Aceleração do Crescimento (PAC).

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O edital prevê um investimento total de R$ 13,5 bilhões, inclusive obras de modernização. Abrange, além do “expresso” TIC (Barra Funda-Jundiaí-Campinas), o “parador” TIM (Trem Intermetropolitano), com cinco estações, e o “parador metropolitano”, com 17, trecho hoje operado pela CPTM.

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A empresa ou o consórcio vencedor “vai construir, vai entregar os trens, entregar tudo”, diz Ramuth. A produção dos veículos, acrescenta, poderá ser no próprio Brasil. O preço máximo a ser permitido, para a passagem entre São Paulo e Campinas, será de R$ 64.

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A velocidade máxima, em princípio, é de 140 quilômetros por hora, daí a descrição como de trem de velocidade média, enfatizada pelo vice-governador.

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Na sexta-feira (19), começaram no Chile as operações do que o governo do país chamou de “momento histórico”, um trem de passageiros com velocidade máxima de 160 quilômetros por hora. Liga a capital, Santiago, a Curicó, região vinícola, a 230 quilômetros de distância.

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A exemplo do Brasil, também o Chile passou por décadas de abandono do transporte ferroviário pelo rodoviário. Os novos trens foram fabricados pela CRRC Sifang, uma das mais antigas empresas do setor na China.

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Ramuth diz que, com a China, “possibilidade passou a ser realidade” para a retomada ferroviária. Por exemplo, a montadora BYD assumiu a produção dos trens para a linha entre a Estação Morumbi da CPTM e o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, mesmo tendo que se adaptar a um monotrilho já existente, europeu.

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“A China já tem know-how, seja de trem de média velocidade, de alta velocidade, agora a BYD produzindo nossos trens da linha 17-Ouro”, diz ele, que também visitou a montadora na viagem. “Estão sendo feitos na China. A operação da linha deve ficar para 2026, mas os trens do monotrilho já começam a chegar neste ano. Eram para a Copa de 2014.”