Caso Gritzbach: júri de PMs acusados de matar delator do PCC começa nesta segunda

Acusados de participação no assassinato de delator e de motorista de aplicativo enfrentam tribunal popular em sessão que deve durar 5 dias

Empresário Vinícius Gritzbach foi executado na saída do Aeroporto Internacional de São Paulo

Empresário Vinícius Gritzbach foi executado na saída do Aeroporto Internacional de São Paulo /Divulgação

Começa nesta segunda-feira (22/6), no Fórum Criminal de Guarulhos, o júri popular dos policiais militares acusados de participação na morte do empresário Antônio Vinícius Gritzbach.

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O julgamento deve durar cinco dias. As sessões estão previstas para começar sempre às 10h.

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Os réus são Denis Antonio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva. Os três estão presos preventivamente.

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Eles respondem por homicídio qualificado pelas mortes de Gritzbach e do motorista de aplicativo Celso Araujo Sampaio de Novais.

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Também são acusados de duas tentativas de homicídio. Outras pessoas ficaram feridas durante o atentado.

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A defesa sustenta que os policiais são inocentes. Os advogados afirmam que houve direcionamento das investigações e que outros suspeitos não foram devidamente apurados.

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Assassinato ocorreu no Aeroporto de Guarulhos

Gritzbach foi morto em 8 de novembro de 2024. O empresário foi atingido por tiros de fuzil na área de desembarque do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

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Durante o ataque, o motorista de aplicativo Celso Novais também foi baleado. Ele não tinha qualquer ligação com Gritzbach e morreu no local. Outras duas pessoas ficaram feridas.

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Antes de ser executado, Gritzbach havia firmado acordo de colaboração com a Justiça.

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Em seus depoimentos, relatou supostos esquemas de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. As denúncias envolviam integrantes do PCC, do Comando Vermelho e agentes públicos.

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Julgamento terá 21 testemunhas

O júri será conduzido pelo juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, da Vara do Júri de Guarulhos.

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Ao todo, 21 testemunhas devem ser ouvidas. Nove foram indicadas pelo Ministério Público. Outras 12 foram arroladas pelas defesas.

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Entre elas estão sobreviventes do atentado, a viúva do motorista morto, policiais que atuaram nas investigações, a delegada responsável pelo caso e o perito que elaborou os laudos utilizados na denúncia.

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Após os depoimentos, os réus serão interrogados. Em seguida, acusação e defesa apresentarão seus argumentos aos jurados.

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Defesa cita investigações paralelas

Os advogados dos policiais afirmam que novas apurações da Polícia Federal levantaram dúvidas sobre a atuação de outros investigados.

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Segundo a defesa, perícias identificaram movimentações consideradas suspeitas por parte de policiais civis investigados em procedimentos paralelos.

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Os advogados citam exclusão de arquivos, pesquisas relacionadas a suspeitos do crime e contatos realizados após a execução de Gritzbach.

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Para a defesa, esses elementos deveriam ter sido aprofundados pelas autoridades. Os três policiais, no entanto, continuam negando qualquer participação no atentado.

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Mandantes apontados seguem foragidos

Além dos PMs que irão a julgamento, outros acusados continuam foragidos. Entre eles está Kauê do Amaral Coelho, apontado pela investigação como o olheiro do crime.

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Também são considerados foragidos Diego dos Santos Amaral, conhecido como “Didi”, e Emilio Carlos Gongorra Castilho, conhecido pelos apelidos “Cigarreira”, “Bill” e “Pai”.

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Segundo a acusação, eles seriam os mandantes da execução. Como não foram localizados nem apresentaram defesa, os processos contra eles permanecem suspensos.