Bancários de todo o país aprovaram uma paralisação de 24 horas para esta quinta-feira (20/8), em meio às negociações da Campanha Nacional Unificada dos Bancários.
A decisão foi tomada em assembleias realizadas na segunda-feira (17/8), após a categoria rejeitar uma proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a principal crítica é que a Fenaban não apresentou uma proposta de índice de reajuste para salários e demais verbas, apesar de ter assumido esse compromisso na rodada anterior de negociação.
A sétima rodada de negociações ocorreu na última quinta-feira (13/8). De acordo com o sindicato, os bancos apresentaram outras propostas, entre elas um modelo de reajuste dividido em três faixas salariais e a aplicação do mesmo critério aos vales alimentação e refeição.
A categoria também rejeitou a proposta de congelamento do piso de ingresso dos bancários.
Bancários mantêm paralisação mesmo após mudanças
Após a decisão pela greve, a Fenaban retirou da mesa dois dos pontos que haviam sido criticados pelos trabalhadores: o reajuste dividido por faixas salariais e o congelamento do piso da categoria.
Mesmo com a retirada das propostas, os bancários decidiram manter a paralisação de 24 horas prevista para esta quinta-feira.
Em Brasília, a decisão foi aprovada por 95% dos votos em uma assembleia realizada de forma virtual. Segundo o sindicato, as deliberações realizadas em todo o país ocorreram por ampla maioria.
Como fica o funcionamento dos bancos
A paralisação não significa que todas as agências bancárias do país serão automaticamente fechadas nesta quinta-feira.
A adesão depende da participação dos trabalhadores em cada local. Por isso, o funcionamento das agências pode variar de acordo com a mobilização dos bancários.
Os canais digitais dos bancos, como aplicativos e internet banking, também podem continuar disponíveis durante a paralisação.
