Greve no Metrô: sindicato ameaça paralisação e cobra catraca livre

Sindicato joga a responsabilidade para o governo e afirma que operação só continua se as catracas forem abertas

Governo já declarou de utilidade pública uma área da antiga fábrica da Ford

Categoria critica a ausência de concursos públicos e aponta avanço da terceirização em setores do sistema | Divulgação/Governo de SP

A manhã desta segunda-feira (11/5) começou com grande possibilidade de greve nas linhas operadas pelo Metrô de São Paulo.

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O Sindicato dos Metroviários publicou um comunicado oficial pautando novamente concurso público, plano de saúde e outras negociações.

Segundo a entidade, uma assembleia decisiva será realizada nesta terça-feira (12/5), às 18h30, para definir se a categoria entrará em greve a partir da 0h de quarta-feira (13/5).

No texto divulgado, o sindicato afirma que os funcionários estão trabalhando com redução no quadro de trabalhadores em comparação aos últimos dez anos.

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A possível greve do Metrô de São Paulo prevista para esta quarta-feira (22 de maio) seria a quinta greve enfrentada pelo governo de Tarcísio de Freitas em um intervalo de apenas 14 mesesSe aprovado em assembléia, greve pode ter início já às 0h de quarta-feira (13/5) Reprodução/TV Globo

A categoria também critica a ausência de concursos públicos e aponta avanço da terceirização em setores do sistema.

Outro ponto citado pelos metroviários envolve o plano de saúde dos funcionários.

De acordo com o comunicado, a categoria questiona possíveis mudanças nos custos do benefício, incluindo aumento nos descontos aplicados nos salários e cobranças maiores em procedimentos médicos.

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Além do concurso público e das discussões sobre o plano de saúde, os trabalhadores também reivindicam negociações relacionadas à Participação nos Resultados (PR) de 2026 e ao plano de carreira.

A assembleia acontecerá na sede do sindicato, localizada na Rua Padre Adelino, 700, no Belém, Zona Leste da capital paulista.

Caso a paralisação seja aprovada, a greve deve atingir as linhas operadas pelo metrô já na quarta-feira (13/5).

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Catraca livre

Em comunicado divulgado no site oficial, o sindicato informou que a paralisação poderá ser cancelada caso o governo estadual e a direção do Metrô avancem nas negociações e atendam às reivindicações apresentadas pela categoria.

A entidade também voltou a propor a liberação gratuita das catracas durante a possível greve.

Segundo os metroviários, a operação do sistema poderia ser mantida caso o governo autorize o acesso sem cobrança de tarifa aos passageiros.