Grupo de judeus faz ato em SP pelo cessar-fogo e libertação de reféns

Ao lado de Suplicy, padre Júlio e xeque islâmico, Coletivo Judias e Judeus pela Democracia de SP clamou por solução pacífica para o conflito

Ato do Coletivo Judias e Judeus pela Democracia de SP foi realizado na avenida Paulista

Ato do Coletivo Judias e Judeus pela Democracia de SP foi realizado na avenida Paulista | Divulgação/JJPD-SP

O Coletivo Judias e Judeus pela Democracia de São Paulo promoveu na manhã deste domingo na avenida Paulista um ato a favor do cessar-fogo imediato em Gaza. O grupo também pediu pela libertação de todos os reféns no conflito do Oriente Médio.

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Além de judeus, religiosos ou não, a manifestação reuniu personalidades de outras religiões, como o padre católico Júlio Lancelotti, o xeque islâmico Rodrigo Jalloul e o membro da Frente Inter-religiosa Dom Paulo Evaristo Arns, Leonel Maia, além do deputado estadual Eduardo Suplicy (PT-SP).

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Com cartazes, os manifestantes repudiaram os “ataques hediondos do Hamas” contra Israel e as operações militares em Gaza, classificadas como “massacre”.

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“Defendemos veementemente o direito de palestinos e israelenses a terem um território onde possam viver em paz, de forma soberana e sob regimes verdadeiramente democráticos”, defendeu o coletivo, em um manifesto.

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Suplicy, que é católico, defendeu uma posição política de paz para região, que está em guerra há quase dois meses. “Neste momento, de tanta dor e violência, relembro Mahatma Gandhi e Martin Luther King Jr, que professavam a paz e a solidariedade entre todos os povos do mundo”, afirmou.

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Para Rodrigo Halloul, xeque do Centro Islâmico da Penha, a intolerância religiosa recai de forma intensa sobre islâmicos e judeus. “Temos que lutar contra o antissemitismo e a islamofobia, porque judeus e muçulmanos vêm sendo vítimas da islamofobia e do antissemitismo por culpa de pessoas que não islâmicas e não são judias. Podem ser de nome, mas não religiosamente praticantes”.

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Para o rabino Alexandre Leone, um dos organizadores do ato, a história do povo judeu é de ser vítima de “continuadas opressões”, e, por isso, criticou que o governo de Israel faça o mesmo na Palestina. “Sabemos o que é ser cidadão de segunda classe, sabemos o que é viver em gueto, conhecemos a desumanização de uma maneira muito forte”, relembrou ele.

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A arquiteta judia Raquel Rolnik resumiu o sentimento geral do ato: “´[Estamos aqui] Contra todos os fundamentalismos. Pela autodeterminação dos povos. Pela legitimidade de Israel. Pelo estado palestino”.