Se você é daqueles que não perde a chance de admirar um céu estrelado, marque na agenda: a noite de segunda-feira, 29 de junho de 2026, reserva um dos espetáculos mais aguardados do ano.
Conhecida mundialmente como a Lua de Morango, a Lua cheia deste mês promete encantar observadores de todas as regiões do Brasil. Mais do que um evento astronômico, é um convite para desacelerar e apreciar a beleza que vem do alto.
O que é a Lua de Morango?
Apesar do nome romântico e instigante, a Lua não ficará com a cor de um morango ou em tons de rosa. O apelido foi cunhado por povos indígenas da América do Norte, como os Algonquin e Ojibwe.
Para essas tribos, o surgimento da primeira Lua cheia de junho servia como um “alarme natural”. O evento indicava que os morangos silvestres estavam maduros e prontos para a colheita.
Em outras culturas, este fenômeno também recebe nomes como Lua de Mel, Lua das Rosas ou até Lua de Lótus na China. No Hemisfério Sul, onde o frio começa a apertar, ela é carinhosamente chamada de Lua Fria.
Horário e onde observar no Brasil
O ápice da iluminação da Lua de Morango em 2026 ocorrerá exatamente às 20h57 (horário de Brasília). No entanto, você não precisa esperar o horário exato para começar a admirar o satélite.
O melhor momento para visualização e fotografia costuma ser logo após o nascer da Lua, que acontece no final da tarde. Confira os horários aproximados de surgimento do astro em algumas capitais:
- São Paulo: 17h11
- Rio de Janeiro: 16h58
- Brasília: 17h36
A boa notícia é que o fenômeno pode ser visto a olho nu de qualquer lugar do país, desde que o céu esteja limpo. Não é necessário o uso de telescópios, embora binóculos ajudem a ver detalhes das crateras.
Uma “Microlua” de beleza gigante
Em 2026, a Lua de Morango traz uma curiosidade técnica: ela será uma Microlua. Isso acontece porque o satélite estará em seu apogeu, o ponto mais distante da órbita em relação à Terra.
Na prática, isso significa que o disco lunar parecerá ligeiramente menor e com um brilho sutilmente reduzido. No entanto, essa diferença é quase imperceptível para quem observa sem instrumentos profissionais.
A proximidade com o horizonte durante o nascer da Lua pode gerar uma ilusão de ótica que a faz parecer enorme. Além disso, a atmosfera terrestre pode conferir tons dourados, alaranjados ou avermelhados ao astro nesse momento.






