Holiday e Juliana discutem e pedem punições mútuas na Câmara de SP

Holiday teria dito que sindicalistas eram 'vagabundos', e teve a fala interrompida por vereadora do PT, que chegou a arrancar seu microfone; veja vídeo

Fernando Holiday e Juliana Cardoso discutem na Câmara de SP

Fernando Holiday e Juliana Cardoso discutem na Câmara de SP | Reprodução/Redes sociais

O vereador Fernando Holiday (Novo) disse que foi “vítima de censura” na Câmara Municipal de São Paulo por parte da vereadora Juliana Cardoso (PT) nesta quarta-feira (10), e garantiu que vai representar a colega na Corregedoria da Casa. A petista, por sua vez, afirmou que o parlamentar do Novo agrediu moralmente os servidores públicos e também vai procurar a Corregedoria por quebra de decoro parlamentar.

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Durante discussão do projeto de lei para reestruturar as carreiras dos funcionários públicos municipais, Holiday sugeriu durante seu discurso que os sindicalistas que estavam protestando contra a proposta enviada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) eram “vagabundos”. Nessa hora Juliana subiu ao Plenário, discutiu asperamente com o vereador do Novo e tentou arrancar seu microfone.

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“Foi um ato de completa censura por parte da vereadora do PT, apoiada por outros vereadores do PSOL. É um grande ato de vergonha para a Câmara Municipal, e por isso vou cobrar providências da Mesa Diretora e vou representar a vereadora na Corregedoria. Até para a imagem da Câmara seja preservada como uma instituição democrática”, disse Holiday à reportagem da Gazeta.

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“O que a vereadora Juliana fez comigo é a representação daquilo que o PT quer fazer com o Brasil como um projeto de poder absolutamente autoritário, e desmascara toda a tentativa do partido de se colocar como os defensores da democracia nestas eleições de 2022”, completou o liberal.

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Em nota, Juliana diz que o colega “xingou repetidamente aos gritos as funcionárias (os) públicas de vagabundas. E ao se dirigir a vereadora Juliana Cardoso a chamou de insignificante, emendando que a vereadora e os vereadores do PT são bandidos e quadrilheiros”.

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“A sua fala foi uma sucessão de calúnias, difamações e ofensas contra os servidores que estavam presentes à sessão plenária, reivindicando os seus direitos para manutenção dos salários. Como previsto no regimento e pela democracia que deve imperar na casa do povo, os servidores têm o direito de acompanhar as sessões sem serem ofendidos”, completa o texto.

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Em um vídeo compartilhado por Holiday, com parte da discussão, aparece ainda a vereadora Luana Alves (PSOL), que também subiu ao Plenário para discutir com Holiday, mas de forma mais contida do que Juliana.

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À Gazeta, a vereadora do PSOL disse que Holiday está “desesperado por palco” e que ele agrediu moralmente os servidores municipais.

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“O que a gente viu na Câmara foi mais uma vez o vereador Fernando Holiday desesperado por palco e ofendendo servidores públicos. Não é a primeira e nem a segunda vez que ele faz isso. Ele tenta ganhar na polêmica, mas é uma polêmica ofensiva, é uma polêmica que de fato agride os servidores públicos que estão todos os dias construindo a educação, a saúde, o transporte, a assistência social de São Paulo”, explicou Luana.

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Para ela, o colega do Novo foi “irresponsável e leviano” e merece ser punido pela Câmara.

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“Ele tenta chamar a visibilidade para si, sem entender que essa visibilidade é uma agressão. As pessoas se sentem desrespeitadas, é uma forma de agressão moral muito grave. É lamentável, e ele tem que receber, sim, as punições por isso”, afirmou.

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Em nota, a Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo informou que “vai se posicionar na próxima semana, após avaliar o fato ocorrido, e tomará medidas legais e cabíveis”.

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Não foi a primeira vez

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Em fevereiro de 2017, Juliana Cardoso alegou que funcionários de Holiday (entre eles o futuro deputado estadual Arthur do Val) teriam invadido uma reunião do PT na Câmara de São Paulo, e houve um bate-boca acalorado entre ambos.

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A vereadora teve de ser separada por colegas. Ela chamou Holiday de “moleque”.

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A assessoria de imprensa da Câmara confirmou, à época, em nota, que “duas pessoas adentraram uma reunião privada do PT sem a devida autorização”.

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O projeto

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Aprovado em primeira votação na semana passada, o projeto de lei 428/22 deve retornar à pauta do Plenário e ser votado em definitivo na na próxima terça-feira (16).

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De acordo com a gestão Ricardo Nunes (MDB), que enviou a proposta à Câmara, o Projeto de Lei busca “a valorização dos servidores municipais”.

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Entre as mudanças propostas estão majoração e a regulamentação de gratificações, além do aumento nos valores do vale-alimentação e do vale-refeição. O projeto possibilita ainda que o servidor possa solicitar a antecipação do pagamento do 13º salário em qualquer momento, e não mais no mês de aniversário do profissional ou no mês junho, seguindo a determinação da legislação vigente.

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Vereadores de oposição e entidades que representam os servidores municipais, porém, dizem que a proposta se trata de uma “valorização de mentira”, e pedem alterações no texto.

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“Além de um reajuste salarial ridículo para a maioria dos servidores, a proposta ainda trata de forma desigual, com muita injustiça, carreiras que estão no mesmo quadro profissional”, disse o vereador Celso Giannazi (PSOL).

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Ele também garantiu que uma suposta disparada da inflação “terá um efeito terrível no poder de compra desses servidores”.