O jornalista Erlan Bastos morreu aos 32 anos neste sábado (17/1) em Teresina. A informação foi confirmada pelo Grupo Norte de Comunicação, onde Erlan havia sido contratado em dezembro. A causa da morte não foi informada.
Ele trabalhou durante duas semanas na apresentação do Bora Amapá, e foi internado em 30 de dezembro após apresentar fortes dores no peito e na região abdominal, além de fraqueza intensa e episódios de suor frio durante uma transmissão ao vivo. Ele precisou ser encaminhado ao Hospital de Emergência (HE), onde recebeu cuidados médicos.
Segundo o portal Piauí Hoje, o jornalista estava internado no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella, em Teresina.
Quem era Erlan Bastos
Ele nasceu em Manaus, em uma família muito pobre. Mais tarde se mudou para São Paulo, onde chegou a morar na rua. Ele ficou notório pela atuação no jornalismo de entretenimento e bastidores, principalmente após criar A Hora da Venenosa no YouTube.
Em 2020, foi contratado pela Record para apresentar o Balanço Geral Ceará. Também passou por emissoras como Rede TV! Manaus e TV Cidade.
Atualmente, além da emissora piauiense, mantinha o portal de notícias Em Off.
A notícia chocou os fãs, que se lamentaram pelas redes sociais durante toda a manhã deste sábado. Ainda não informações sobre velório.
Emissora lamenta perda
Em nota, a NC TV Amapá lamentou a morte de Erlan Bastos. Leia abaixo, na íntegra:
“Com imenso pesar, nos despedimos de Erlan Bastos, apresentador do Bora Amapá, que chegou há pouco tempo para integrar nossa equipe, mas deixou uma marca profunda e definitiva no jornalismo do estado.
Em um período tão breve, Erlan conseguiu o que muitos levam anos para construir: mudou os rumos do jornalismo investigativo e crítico no Amapá. Com coragem, compromisso com a verdade e uma postura firme diante dos fatos, ele deu voz a denúncias, provocou reflexões e fortaleceu o papel do jornalismo como instrumento de fiscalização, justiça e cidadania.
Sua presença era intensa, sua fala era direta e seu trabalho, necessário. Erlan não se acomodava. Questionava, investigava e seguia em frente, sempre com o olhar atento às demandas da sociedade amapaense. Sua atuação elevou o debate público e reforçou a importância de um jornalismo independente, responsável e comprometido com o interesse coletivo.
A partida inesperada e precoce deixa um vazio imenso, na redação, nas telas, no jornalismo e em todos que acreditam na força da informação como agente de transformação. Mas seu legado permanece vivo: nas reportagens, nas denúncias reveladas, na coragem que inspirou colegas e na consciência crítica que ajudou a despertar.
Erlan Bastos parte cedo demais, mas deixa uma história que não será esquecida. Nossa solidariedade à família, aos amigos, aos colegas de trabalho e a todo o povo do Amapá.”
