Justiça libera produção da Ypê, mas Anvisa mantém alerta sobre produtos

Medida também incluía a proibição da fabricação, comercialização e distribuição de todos os produtos

Decisão da Anvisa foi mantida após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes

Após decisão da Anvisa, ingredientes simples como bicarbonato, vinagre e limão aparecem como alternativas práticas para a limpeza da cozinha | Dilugação/Ypê

A Justiça concedeu efeito suspensivo à Ypê nesta sexta-feira (8/5) e autorizou a retomada da fabricação dos produtos que haviam sido interditados pela ANVISA. Apesar da decisão favorável à empresa, o órgão regulador mantém o alerta e recomenda que consumidores não utilizem os itens dos lotes investigados.

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A suspensão havia atingido detergentes, sabão líquido para roupas e desinfetantes da marca, que foram retirados das prateleiras de supermercados ao longo da manhã.

A medida também incluía a proibição da fabricação, comercialização e distribuição de todos os produtos com numeração final 1.

Anvisa apontou risco de contaminação em inspeção

A decisão da Anvisa foi tomada após uma fiscalização realizada em conjunto com órgãos de vigilância sanitária de São Paulo e do município de Amparo. Durante a inspeção, foram identificadas irregularidades em etapas consideradas críticas do processo produtivo.

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Segundo o órgão, houve falhas nos sistemas de controle de qualidade e nas chamadas Boas Práticas de Fabricação, o que poderia abrir risco de contaminação microbiológica dos produtos.

Diante dessas inconsistências, a agência entendeu haver risco sanitário e determinou o recolhimento imediato dos itens como medida preventiva.

Decisão judicial libera produção, mas alerta permanece

Com o efeito suspensivo concedido pela Justiça, a Ypê está autorizada a retomar a produção e a comercialização dos itens enquanto o processo segue em análise. A empresa volta a operar normalmente, mas ainda sob acompanhamento das autoridades sanitárias.

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Apesar da liberação judicial, a Anvisa reforçou que sua avaliação técnica sobre possíveis riscos não foi alterada. Por isso, a orientação aos consumidores segue válida: quem possui produtos dos lotes envolvidos deve interromper o uso imediatamente e procurar os canais oficiais de atendimento da empresa.

O caso continua em investigação e ainda não há definição final sobre eventuais sanções ou medidas permanentes relacionadas aos produtos.