Justiça manda prefeitura do litoral de SP devolver dinheiro de concurso anulado

Indepac não comprovou requisitos legais para organizar os concursos sem licitação, diz decisão

Tribunal confirma irregularidades no contrato com o Indepac e manda devolver os valores cobrados

Tribunal confirma irregularidades no contrato com o Indepac e manda devolver os valores cobrados | Nair Bueno/Diário do Litoral

Os editais 1, 2 e 3 de 2024 da Prefeitura de Mongaguá, no litoral de São Paulo, tiveram os recursos negados e as anulações mantidas nesta quinta-feira (20/11).

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O processo ocorreu devido à falta de licitação para o certame.

A 9ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou o recurso do Instituto de Cultura, Desenvolvimento Educacional, Promoção Humana e Ação Comunitária (Indepac).

Conforme a decisão, as contratações do instituto foram feitas sem licitações.

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O Indepac justificou o procedimento com base no dispositivo de dispensa previsto na Lei nº 8.666/93, mas, segundo o Tribunal, os requisitos necessários para essa aplicação não eram atendidos pelo instituto.

O ressarcimento do dinheiro arrecadado foi determinado pela Justiça. Isso ocorre devido ao Tribunal considerar que os candidatos foram prejudicados pelas irregularidades do instituto.

Em 2024, a Gazetanoticiou sobre o concurso, na época eram oferecidas remunerações que chegavam a R$ 10 mil. As inscrições, que serão ressarcidas, chegavam a R$ 57.

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Na decisão, foi mencionado que o juiz de primeira instância já havia determinado a devolução dos valores, e que a determinação seria mantida após a negativa do recurso.

A anulação girou em torno do INDEPAC, que foi contratado pela Prefeitura de Mongaguá para organizar os concursos sem licitação.

O argumento utiliza foi o do artigo 24, 13 -dispositivo que permite dispensa para instituições sem fins lucrativos que atuem em pesquisa, ensino ou desenvolvimento institucional.

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A Justiça manteve a anulação porque entendeu que o INDEPAC não comprovou os requisitos necessários para essa dispensa, incluindo documentação que atestasse sua natureza e a reputação ético-profissional exigida pela lei.